Pretérito mais que imperfeito

Hospitais
Imagem blog João Souza

“Tentando entender, ainda, se é coerente o medo antecipado (como disse o Ney Matogrosso) a que algumas pessoas estão se submetendo – embora ele não seja totalmente sem fundamento – diante da possibilidade de uma situação futura de tortura, enquanto o sistema de tortura atual, real, palpável, mensurável e que se prolonga por anos, por causa da corrupção institucionalizada está devastando o país.

Os discursos inflamados são interessantes, mas vamos aos números:
14 pessoas morrem por dia por falta de UTI no Estado do Rio de Janeiro.
153 mil mortes por ano são causadas pelo atendimento de má qualidade e 51 mil por falta de acesso a atendimento de saúde.

Para quem é contra a pena de morte (sem entrar no mérito, não é esse o assunto), o SUS é chamado por muitos profissionais da área de “corredor da morte”: há uma fila de 10 anos para alguns exames e procedimentos; 904 mil estão à espera de cirurgia eletiva no SUS. A espera chega a 12 anos.
O sucateamento da saúde é inadmissível em um país que ROUBA bilhões em impostos enquanto milhares de pessoas morrem sem atendimento adequado.

Mas, o grande problema continua sendo as 474 vítimas em 20 anos do regime militar que aconteceu no século passado (210 desaparecidos, 191 mortos, 33 corpos localizados, segundo relatório da Comissão da Verdade entregue a Dilma Rousseff em 2014.

Se somarmos as 153 mil mortes/ano causadas pelo atendimento de má qualidade com as 51 mil por falta de acesso ao atendimento teremos 204 mil mortes/ano = 17.000 mortes/mês = 566 mortes/dia.
A corrupção, o descaso e a omissão matam por dia 566 pessoas. O número de mortes POR DIA é maior que as 474 mortes/desaparecimentos em 20 ANOS. É o resultado de apenas um dia de corrupção desenfreada, estatizada, enraizada, oficializada, aqui e agora, não de 40 anos atrás.  Apenas atestando, sem diminuir o horror daquele período, antes que você grite fascista!

Na área da segurança estamos com 62.000 homicídios por ano.
A cada dois reais desviados ou desperdiçados é um litro de leite que está sendo tirado das crianças esfomeadas deste país!
E nem listamos aqui os números do descalabro na área da educação, transporte, etc.

Ao longo dos anos, vencidos pelo cansaço nos tornamos apáticos a tudo isso, acabando por nos tornar omissos.  Deixa isso prá lá, não tem jeito mesmo! Vamos falar do regime militar do século passado, que é o que interessa no momento. É isso que vai ajudar a resolver os nossos problemas, seu fascista, nazista, torturador!”  (FEE).

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Conservadorismo: qual a dose certa?

Conservadorismo

Em primeiro lugar, reafirmo que sou a favor da liberdade sexual e de produção, comercialização e consumo de drogas. Ou seja: não sou nenhum puritano – nem poderia sê-lo. Também sou ateu. No entanto, a cada dia compreendo melhor alguns valores conservadores.

Sempre me lembro do trecho de uma música do Paulinho da Viola: “Tá legal, tá legal… eu aceito o argumento, mas não altere o samba tanto assim”. Isso ilustra o pensamento conservador moderno que diz que a preservação de certos valores NÃO impõe o congelamento cultural de uma sociedade.

Sim, pode-se fazer um samba com novos instrumentos, com uma ou outra batida incorporada, mas é necessário haver um limite para que o samba não deixe de ser samba. O objetivo final do socialismo é a criação de um novo homem, meticulosamente idealizado por um pequeno grupo de intelectuais; e a criação desse “novo homem” só é possível destruindo o homem cristão.

Quando atacam os princípios de propriedade privada, de liberdade econômica e de criação dos filhos, estão, na verdade, atacando a responsabilidade individual, que é um dos pilares do cristianismo – as pessoas são responsáveis por seus atos e devem, elas mesmas, com seus próprios recursos, ajudar os mais necessitados de forma consciente e voluntária.

O “novo homem” imaginado pelo socialismo não tem responsabilidade individual porque ele não tem propriedades, sequer de si mesmo. Ele é uma propriedade do pensamento coletivo organizado pelo pequeno grupo de intelectuais. Quando dizem que o homem deve pensar prioritariamente no coletivo, querem dizer que sua felicidade é de responsabilidade dos demais membros da sociedade. E assim, cada indivíduo precisa prestar contas não à sua consciência cristã, mas ao “partido”, já no papel de igreja.

Isso significa que as pessoas não devem ser responsáveis por seus atos, nem pelos seus filhos. Elas devem apenas trabalhar e trabalhar e trabalhar em função dos “interesses coletivos”.

Essa ideia justificou os genocídios promovidos na Rússia, na Alemanha, na China, na Coreia do Norte e no Camboja. Pessoas vistas como sem “função social” não mereciam viver. Em nome dos “interesses sociais”, deficientes físicos e mentais, gays, judeus, ciganos, membros de outras etnias e pessoas fracas demais para o trabalho foram deixadas para morrer de fome ou de frio, porque cada centavo gasto para mantê-las vivas significava – segundo o ideal comunista – um centavo a menos gasto no projeto de sociedade justa e harmoniosa.

Eu moro ao lado de um hospital público. Faz parte de minha vida ver pessoas pobres, com graves problemas. Com frequência vejo, por exemplo, crianças com corpos deformados ou problemas neurológicos chegando em cadeiras de rodas. E sabe o que vejo junto delas? Uma mãe. Um pai. Uma irmã. No “maravilhoso” mundo comunista, essas pessoas não merecem sequer respirar. Mas no mundo dos “extremistas de direita ultraconservadores reacionários”, essas pessoas merecem todo o amor, todo o cuidado que se pode dar.

Enquanto eu escuto todos os dias defesas fervorosas do aborto – em pleno século 21, com diversos meios contraceptivos à disposição das mulheres −, eu vejo pais e mães arrumando o cabelo de uma criança que nunca lhe dará um abraço, limpando a melequinha do nariz de alguém que nunca irá lhe chamar pelo nome, ajeitando a roupa de um ser humano que nunca irá lhe devolver um único centavo gasto pela dignidade que recebe.

O que aprendi na vida é que só existe amor entre pessoas diretamente relacionadas ou por família, ou pelo desejo de constituir uma família. O amor que a esquerda prega é uma abstração perversa e hipócrita: amam a humanidade, a natureza… e odeiam profundamente o cidadão logo ao lado, que privilegia sua própria felicidade e a de seus filhos.
A insistência da esquerda em relacionar a homofobia, o racismo e o machismo ao conservadorismo é um engodo midiático para não deixar as pessoas perceberem os ataques ao senso de responsabilidade individual e familiar, que leva ao trabalho, ao esforço, ao lucro, porque são essas coisas que nos fazem prosperar enquanto seres humanos; o que, em conjunto, gera benefícios coletivos reais, práticos.

O fato é que só estamos aqui agora porque somos produtos de uma sociedade cristã. Foram os valores cristãos que fizeram essa parte do mundo prosperar muito mais do que o restante. Todo e qualquer desenvolvimento dos demais países veio da influência direta do ocidente cristão. Eu só posso me declarar ateu porque vivo num mundo cristão.

Os socialistas só existem porque o cristianismo propiciou o surgimento de um tal de capitalismo para sustentá-los. Um século atrás, 90% da população mundial vivia na extrema pobreza. Hoje, apenas 10% da população encontra-se nessa situação. Isso só ocorreu graças à liberdade econômica que marcou essa parte do mundo que, sem qualquer projeto social, criou e levou às massas diversos produtos e tecnologias que tornaram a vida do homem mais longa e menos sofrida.

É nesse “famigerado” mundo cristão que gays podem andar de mãos dadas nas ruas e qualquer pessoa pode falar o que quiser contra qualquer um, inclusive contra a igreja. Quando entramos no Museu do Louvre, em Paris, não encontramos uma mera coleção de arte, mas a essência de uma civilização que evoluiu ao ponto de respeitar e enxergar beleza noutras culturas.

É no ocidente cristão onde todas as religiões podem erguer seus templos, onde jovens de outras culturas podem estudar nas universidades, onde mulheres mais têm liberdade. Sim, o cristianismo perseguiu e matou muita gente, mas apenas uma pequena fração do que os socialistas perseguiram e mataram no último século – Fidel Castro mandou para o paredão mais pessoas do que o Vaticano em séculos!

Os socialistas adoram dizer que devemos “debater ideias”. Mentira! Eles nunca fizeram isso. A literatura e a história do socialismo é uma IMPOSIÇÃO ideológica pré-definida. Onde mais teve debate foi no ocidente cristão capitalista. Foi nessa parte do mundo que as sociedades expandiram a liberdade econômica para as relações pessoais. As leis em favor do casamento gay, por exemplo, são resultado do debate civil que só aconteceu porque o mundo cristão dava liberdade para isso – o próprio Papa já pediu respeito aos relacionamentos homoafetivos. Por isso que eu me preocupo cada vez mais com a preservação da religião da maioria dos brasileiros. Por mais problemas que tenhamos, ainda estamos numa situação muito melhor do que a da maioria dos países da África e da Ásia.

Não podemos nunca, jamais permitir que o estado seja ocupado por socialistas. Nunca! Eles odeiam o cristianismo. Eles precisam odiar, porque só odiando-o conseguem força para destruí-lo, e só destruindo-o conseguirão criar uma lacuna moral na mente das pessoas, permitindo a inserção − como fé religiosa − dos princípios socialistas de “escravidão do bem”.

A grande maioria das pessoas têm vidas difíceis, de trabalho duro, de responsabilidades, de fraquezas e mil perguntas sem respostas. Elas precisam de uma baliza moral para não enlouquecerem, saírem por aí roubando, matando, estuprando crianças e fazendo sexos com animais. Elas precisam de uma religião para lhes ensinar sobre caridade voluntária, sobre respeito aos mais velhos, gratidão aos pais e fraternidade com os doentes. Minha consciência libertária abre espaço para o entendimento de que o cristianismo é o pilar de nossa cultura, portanto, deve ser preservado de modo que lhe permita amadurecimentos, mas nunca desconstruções.

João Cesar de Melo
Fonte: Instituto Liberal

 

Menos leis, mais princípios e valores

POR QUE A CIVILIZAÇÃO E O DESENVOLVIMENTO DEPENDEM MENOS DE LEIS E MAIS DE PRINCÍPIOS E VALORES UNIVERSAIS?

Um episódio recente, gravado ao vivo e “viralizado” nas redes sociais, mostra a agressão chocante de um professor por um aluno secundarista, em plena sala de aula e diante de dezenas de outros alunos. Não foi o primeiro caso do tipo. Na verdade, o YouTube está repleto de vídeos com casos semelhantes. Outro caso que constrangeu e chocou muitas pessoas mostra uma professora ensinando, ao vivo, a seus alunos adolescentes como colocar um preservativo no membro masculino com a boca.

Estes episódios, assim como muitos outros a que temos assistido ultimamente, são resultado do relativismo moral e do profundo descaso das pessoas com a ética tradicional. Eles espelham o espírito de um tempo em que costumes e tradições civilizacionais, além de regras básicas de convivência estabelecidas ao longo de milênios de experiência acumulada pela humanidade, foram simplesmente abandonadas em prol de uma “pós-modernidade” que rechaça tudo que o passado nos ensinou.

Como já tive a oportunidade de mencionar, aqui mesmo neste espaço, o relativismo moral alcançou níveis tão elevados por essas bandas, que muitos dos nossos compatriotas já não fazem mais distinção entre o bem e o mal, o certo e o errado. Em alguns lugares, o descaso em relação valores e princípios universais é tão absurdo, que a sociedade parece ter retrocedido aos tempos pré civilizacionais.

O que nos falta não são leis positivas, que abundam em Pindorama. A simples existência da lei, no entanto, não garante integridade às relações sociais, tampouco uma convivência civilizada. Sem princípios éticos bem demarcados e intuitivos, essas relações tornam-se complicadas, caras e arriscadas. De nada vale um arcabouço interminável de normas escritas e objetivas se não houver critérios subjetivos a ditar a conduta individual.

O grande Walter Williams escreveu dia desses um breve artigo que trata exatamente dessa questão. Segundo o professor da Universidade George Mason, por mais de meio século, os ditos progressistas vêm travando uma guerra sem tréguas contra as tradições, os costumes e os valores morais. As gerações de hoje foram ensinadas a acreditar que não existem absolutos morais. Em vez disso, o que é moral ou imoral, certo ou errado, é uma questão de conveniência, de opinião pessoal ou de lei – quantas vezes o leitor já não leu o ouviu a ladainha segundo a qual se algo não é ilegal, então tudo bem?

O problema é que a primeira linha de defesa da sociedade não é lei. Os costumes, as tradições e os valores morais não se resumem aos clássicos: não matarás, não roubarás, não mentirás ou não trairás. Eles também incluem o respeito pelos pais, professores e outros em autoridade, além de regras básicas de cortesia que não são legisladas, mas passadas de pai para filho. Essas normas comportamentais – principalmente transmitidas pelo exemplo, boca a boca e ensinamentos religiosos – representam um corpo de sabedoria destilado ao longo dos tempos através da experiência, tentativa e erro. Tudo isso, infelizmente, tem sido deixado de lado, não raro sob a pecha de que se tratam de valores burgueses.

A importância desses valores, construídos e sedimentados ao longo de milênios, como forma de regular o comportamento humano, é que fazem as pessoas se comportam de forma decente, mesmo quando ninguém está olhando. As leis nunca poderão substituir essas restrições de conduta pessoal numa sociedade que se quer civilizada, simplesmente porque jamais haverá policiais suficientes para vigiar todo mundo o tempo todo. Na melhor das hipóteses, a polícia e o judiciário são as nossas últimas linhas de defesa.

Além de facilitar enormemente a convívio social, talvez o maior benefício do exercício contínuo e consistente dos valores formadores da ética tradicional talvez seja a emergência do que Alain Peyrefitte chamou de “sociedade de confiança”.

Segundo Peyrefitte, “o elo social mais forte e mais fecundo é aquele que tem por base a confiança recíproca – entre um homem e uma mulher, entre os pais e seus filhos, entre o chefe e os homens que ele conduz, entre cidadãos de uma mesma pátria, entre o doente e seu médico, entre os alunos e o professor, entre um devedor e um credor, entre o empresário e seus funcionários – enquanto que, inversamente, a desconfiança esteriliza.”

“A sociedade de desconfiança“, prossegue Peyrefitte, “é uma sociedade temerosa, ganha-perde: uma sociedade na qual a vida em comum é um jogo de soma zero ou até negativo (“se tu ganhas, eu perco”); É uma sociedade propícia à luta de classes, à inveja social, ao fechamento, à agressividade, à vigilância mútua. A sociedade de confiança é uma sociedade [sempre] em expansão, ganha-ganha…; Uma sociedade de solidariedade, de projeto comum, de abertura, de intercâmbio, de comunicação.”

Por João Luiz Mauad, publicado pelo Instituto Liberal

“Há muitos cristãos abraçando ‘causas nobres’, mas poucos pregando o Evangelho”, diz pastor

“Há muitos cristãos abraçando ‘causas nobres’, mas poucos pregando o Evangelho”, diz pastor

O pastor Francis Chan desafiou os cristãos que se escondem atrás de uma ‘causa nobre’ para deixar de confrontar as pessoas com o Evangelho.

Francis Chan tem 50 anos e lidera o ministério 'We Are Church' ('Somos Igreja'), nos EUA. (Imagem: Youtube)Francis Chan tem 50 anos e lidera o ministério ‘We Are Church’ (‘Somos Igreja’), nos EUA. (Imagem: Youtube)

pastor Francis Chan está pedindo aos cristãos que eles aceitem desistir de suas próprias vontades para priorizar a vontade de Jesus e não comprometerem o Evangelho ao se esconderem atrás de “boas causas”.

Pregando no palco principal da Conferência ‘Awaken The Dawn’ (‘Despertar ao Alvorecer’) no último sábado à noite, para dezenas de milhares de pessoas reunidas de todos os 50 estados dos EUA, Chan encorajou os crentes a estarem dispostos a moldar suas vidas para servir a Cristo e a não deixar de ser ousado ou negociar valores para não soar “politicamente incorreto”.

“O que beneficia um homem se ele ganhar o mundo inteiro e perder a sua própria alma?”, perguntou Chan, parafraseando as Palavras de Jesus em Marcos 8:36. “Eu te prometo, se você tentar salvar sua vida, você vai perdê-la, mas você não vai se arrepender”.

Chan, que atualmente tem 50 anos, que lidera o ministério ‘We Are Church’ (‘Somos Igreja’), uma rede de igrejas domésticas com base na área da baía de San Francisco, mencionou que ele alcançou um ponto em sua vida no qual ele está se livrando de mais e mais coisas. E não há nenhum motivo em tentar ter tudo, ele disse, e proteger a vida de todas as formas possíveis de sofrimento.

“Vivemos num tempo em que os cristãos estão começando a mudar sua teologia porque estão envergonhados das palavras de Jesus Cristo, simplesmente porque elas não são mais ‘populares”, continuou Chan. “Nós podemos ocupar nossas vidas com coisas boas que não são as coisas mais importantes, e eu sinto que há uma evasão no cristianismo de hoje”.

O pastor alertou que muitos cristãos estão dispostos a trabalhar por questões realmente nobres, como cuidar dos pobres, lutar contra o tráfico de seres humanos e combater o racismo e ele mesmo se incluiu como alguém que abraça estas causas e disse que todas estas são boas e importantes causas bíblicas.

“Mas só percebo que ao mesmo tempo, há muito poucas pessoas que realmente pregam o Evangelho”, disse ele. “E eu acho que sei por quê”.

“Eu nunca fui perseguido por alimentar os pobres. Sou aplaudido por isso. Ninguém nunca me perseguiu por minha luta contra o tráfico de seres humanos. Eles me aplaudem por isso. Ninguém se irrita comigo porque eu busco a unidade da Igreja, a reconciliação racial ou mesmo reconciliação entre denominações”, acrescentou.

Porém Chan lembrou que “a perseguição vem quando o cristão compartilha as verdades fundamentais do Evangelho que não são politicamente corretas”.

“Quando eu digo às pessoas que elas são, por natureza, um alvo da ira, e que devem ficar diante do Deus Santo e que não há um nome sob o céu pelo qual você pode ser salvo, exceto pelo nome de Jesus Cristo… E quando eu alerto sobre o pecado, pelo o que ele realmente é citado nas Escrituras, aí sim eu sou perseguido”, explicou.

“E há momentos em que eu terei vergonha do Evangelho”, ele admitiu, “eu vou me encolher e não vou dizer tudo o que Deus me chama para dizer”.

Essas outras causas são nobres e piedosas, ele reiterou, mas é fácil se esconder atrás delas para abster-se de compartilhar o verdadeiro Evangelho.

Chan fez um tipo de voto diante da multidão, afirmando que sabe que a pregação do Evangelho pode “destruir sua reputação” perante a sociedade pós-moderna, mas destacou que está disposto a isso.

“Eu vou abdicar da minha vida, perderei a minha reputação”, disse ele, “E minha posição na moral em uma cidade como São Francisco, mas eu não quero mais ter vergonha”.

“Eu não quero ter vergonha de Jesus e Suas Palavras, porque eu não quero que Ele se envergonhe de mim quando Ele voltar”, acrescentou. “Tudo o que eu quero fazer esta noite é apenas pedir a vocês que se consagrem totalmente a Jesus”.

Francis Chan também exortou as pessoas presentes na multidão a ler a Bíblia não só em grupo ou na igreja, mas também individualmente.

“Gente, é hora de nos confrontarmos novamente, como o apóstolo Paulo, que escreveu sobre sua ‘angústia’ por aqueles que ainda não conheciam a Jesus”, disse Chan. “Eu sei que não é divertido. Mas se nós vamos abdicar de nossas vidas, a Bíblia diz que quando você fizer isso, aí é quando você vai encontrá-la”.

Fonte: Guiame, com informações do Christian Post

Cientistas admitem que não há como explicar o surgimento do Universo 

Cientistas admitem que não há como explicar o surgimento do Universo 

Universo

Conclusão é que “desequilíbrio misterioso” teria dado origem ao cosmos

Apesar do custo elevado – cerca de 1,4 bilhão de dólares em 2017 – os físicos do CERN, Organização Europeia para a Pesquisa Nuclear, foram forçados a admitir que falharam em seus esforços de explicar em como viemos parar aqui.

“Todas as nossas observações encontraram uma completa simetria entre matéria e antimatéria, e é por isso que o Universo, na verdade, não deveria existir”, admitiu o líder da equipe do CERN, Christian Smorra. “Uma assimetria deve existir aqui em algum lugar, mas simplesmente não conseguimos entender onde está a diferença, qual é a fonte da ruptura dessa simetria.”

Ele estava se referindo à matéria e antimatéria, dois tipos de material presentes na composição do Universo. Eles agem como “gêmeos idênticos” mas, ao mesmo tempo, são opostos: para cada partícula de matéria (positiva), haveria uma antipartícula exatamente igual, embora negativa, que formaria a antimatéria.

Esses dois tipos de material teriam surgido em quantidades idênticas durante o Big Bang, há 13,8 bilhões de anos. Em teoria, as partículas e antipartículas deveriam se anular, impedindo o surgimento do Universo. Como eles simplesmente não conseguem explicar por que o Universo existe, no estudo divulgado na semana passada na conceituada revista científica Nature, eles anunciaram a hipótese de um “desequilíbrio misterioso” entre esses materiais, que teria dado origem a todo o cosmo.

Apontada como a “última esperança” dos cientistas para entender a fonte dessa assimetria, o estudo das propriedades magnéticas de prótons (partícula positiva que pode ser encontrada nos átomos) e antiprótons (sua versão na antimatéria) foi exaustivamente analisada pelos pesquisadores do CERN, que fica na Suíça. Apesar de toda a tecnologia disponível, não conseguiram encontrar nenhuma discrepância na proporção dessas partículas.

Uma vez que a antimatéria não pode ser contida, a equipe liderada por Smorra usou a “armadilha de Penning”, dispositivo que usa campos magnéticos e elétricos para armazenar partículas carregadas a temperaturas incrivelmente baixas. Através dessa experiência, conseguiram quebrar o recorde de armazenamento de antimatéria: 405 dias.

Eles mediram a força do campo magnético dos prótons e antiprótons com uma precisão de nove dígitos. Isso resulta em uma exatidão 350 vezes maior que as medições anteriores. Apesar disso, não foi encontrada nenhuma diferença entre a matéria e antimatéria.

Apesar da frustração, os cientistas continuarão tentando explicar esse desiquilíbrio e já iniciaram um novo projeto investigativo, que deverá ser concluído em 2021.

Até o momento nenhum deles admitiu que Deus possa estar envolvido.

por Jarbas Aragão

Com informações WND, via GospelPrime

Um homem e dois problemas

I Reis 17:8-24

Elias foi usado por Deus em situações extremas.

Multiplicou a farinha e o azeite da viúva, evitando sua morte e de seu filho, que já não tinham mais qualquer esperança de continuarem vivos por causa da seca e fome em Sarepta.  Inexplicavelmente, depois desse tremendo milagre, Deus permite que o filho da viúva morra.

“Depois disto adoeceu o filho da mulher, da dona da casa, e a sua doença se agravou tanto que ele morreu” (v. 17).

Essa situação poderia ter levado Elias a se sentir desobrigado de atuar, afinal esse segundo desafio se apresentava bem mais difícil que o primeiro; tratava-se agora da ressurreição de uma criança;  era uma situação onde apenas um milagre resolveria e milagres não são da alçada humana,  principalmente de “um homem sujeito às mesmas paixões que nós”, como diz Tiago.

A perplexidade deve ter dominado seus sentimentos por um bom tempo.  Porque ser usado com tanto poder multiplicando o alimento para manter-lhes a vida e logo depois ver o menino morrer sem poder fazer nada?

Vemos nessa experiência de Elias a diferença entre aqueles que vão apenas até onde a obrigação lhes exige e nunca transcendem os limites do possível e do natural, e aqueles que não seguem apenas a sua razão, mas a direção que o Espírito lhes dá.

Sua autoridade espiritual fica evidente no momento em que, ao invés de se desculpar e se omitir, toma novamente o problema em seus braços e confia na providencia de Deus:

“Elias lhe disse: Dá-me o teu filho; tomou-o dos braços dela, e o levou para cima, ao quarto, onde ele mesmo habitava, e o deitou em sua cama.  Ele clamou ao Senhor e a alma do menino tornou a entrar nele” – v. 19-21.

Nesta atitude de Elias percebemos duas características marcantes do verdadeiro servo de Deus:

  • Sabe tomar o problema em seus braços no momento certo.
  • Não delega, nem transfere sua responsabilidade. Leva o menino para o lugar em que ele mesmo habitava. Ele não tinha a solução para o problema da mãe que perdera o seu filho, mas sabia onde encontrá-la.  Levou o menino para o quarto, deitou-o na cama e começou a clamar ao Senhor.

A marca que distingue os homens de fé dos homens comuns é a sensibilidade em perceber quando essa barreira pode ser quebrada.  É o que Paulo chama em I Cor. 12:9 de “o dom da fé”.  Dom, não força de vontade ou desejo ardente de que alguma coisa aconteça.  É a teimosia em seguir confiando, quando todos os demais já pararam ou retrocederam.

O sentir-se desobrigado em ir além do humanamente possível tem nos levado a perder grandes bênçãos e manifestações generosas da graça de Deus em nossas vidas e na vida da igreja.

Moscas evitam ataques usando táticas de jatos militares

Direito de imagemFLORIAN MUIJRES  Image caption

Estudo não definiu como moscas podem realizar movimentos complexos tendo cérebros tão pequenos.

Uma experiência científica realizada pela Universidade de Washington, nos Estados Unidos, concluiu que as chamadas moscas-das-frutas são capazes de mudar o curso de seus voos em breves frações de segundos, de modo semelhante à mudança súbita de trajetória que é feita por caças militares.

Vídeos realizados com câmeras de alta velocidade revelaram o sutil movimento de asas das moscas, que permite que elas deem meia volta subitamente, de modo a evitar um possível ataque.

Um dos autores do estudo, Michael Dickinson, disse que as moscas adquirem essa habilidade com extrema rapidez após seu nascimento. O cientista compara-a um bebê colocado dentro de um caça, mas capaz de pilotar a aeronave.

O motivo que as faz mudar de direção com tamanha rapidez, entretanto, permanece um mistério.

“As moscas realizam um cálculo preciso extremamente rápido para evitar uma ameaça, mas elas fazem isso usando um cérebro que é do tamanho de um grão de sal”, diz Dickinson.

O voo das moscas foi captado usando três câmeras de alta velocidade colocadas dentro de uma gaiola.

Os cientistas assustaram as moscas usando flashes de uma imagem de um predador se aproximando e observaram de perto como as moscas mudaram a sua trajetória.

A experiência mostrou que as moscas começam a se afastar de ameaças na metade do tempo que leva para um ser humano começar a piscar para um flash de câmera.

E conseguem mudar sua trajetória em um quinto do tempo que nós levamos para completar a piscada.

A experiência foi publicada na revista especializada Science.

Fonte: BBC