
Sob o título “A dura vida dos ateus em um Brasil cada vez mais evangélico”, circula na internet um texto da jornalista Eliane Brum sobre a experiência de uma jornalista que se diz ateia embarcando num táxi de um motorista que se diz evangélico.
O resumo é o seguinte: Por que eu aceito a religião dele e ele não aceita o fato de eu ser ateia?
A perplexidade da jornalista é compreensível. Há muito tempo, antes mesmo do advento do famoso livretinho “As 4 leis espirituais” muitos evangélicos tem confundido o testemunhar e semear a Palavra de Deus no poder do Espírito Santo com “catequisar” e tentar convencer quem quer que apareça pela frente com “chavões” e “mantras” gospel totalmente desprovidos de significado e conteúdo verdadeiramente espiritual.
Esse livretinho enfatizava:
1. Deus ama você e tem um plano maravilhoso para sua vida.
2. O homem é pecador e está separado de Deus; por isso não pode conhecer nem experimentar o amor e o plano de Deus para sua vida.
3. Jesus Cristo é a única solução de Deus para o homem pecador. Por meio dele você pode conhecer e experimentar o amor e o plano de Deus para sua vida.
4. Precisamos receber a Jesus Cristo como Salvador e Senhor, por meio de um convite pessoal. Só então poderemos conhecer e experimentar o amor e o plano de Deus para nossa vida.
Simples e prático para um tempo em que se enfatizava conversão e novo nascimento; totalmente inadequado e ultrapassado para um tempo em que se enfatiza o proselitismo religioso, a volta do sacerdotalismo e a venda de indulgências, onde a benção – não a conversão – está vinculada à figura do sacerdote e ao inevitável compromisso financeiro, sem o qual ela não acontecerá.
O fato é que “o Brasil cada vez mais evangélico” sofre de uma doença altamente contagiosa e sem perspectivas de cura a curto prazo: raríssimas são as conversões a Jesus como fruto de arrependimento pelo pecado (veja o exemplo de Zaqueu), numerosas são as adesões a líderes totalmente descompromissados com a fé realmente evangélica, como resultado desse proselitismo religioso aliado a um marketing agressivo de fazer inveja a muitas empresas multinacionais.
As grandes igrejas neopentecostais não conduzem ao arrependimento e novo nascimento com a consequente manifestação das “boas obras” e “vida piedosa” que fez com que os primeiros cristãos caíssem na “graça do povo”. Pelo contrário, convidam o povo a estar presente em seus grandiosos templos, porque sem a presença física torna-se mais difícil a contribuição financeira, que é o que realmente lhes interessa. O proselitismo religioso é direcionado à venda de bênçãos e a consequente fidelização do “cliente”. Isso é tão claro quanto a cor dos táxis em São Paulo, já que este foi o palco do episódio.
Para aquele que se considera ateu talvez seja até mais fácil “dar de ombros” e desdenhar de alguém que o queira convencer a visitar sua igreja, considerando-o apenas mais um fanático religioso, já para o cristão a equação não é tão simples, pois em tese participa da mesma fé do “proselitista”, que a cada dia vai sendo mais sabotada e desvalorizada, à medida que se afasta da Palavra de Deus, levando as pessoas a questionarem sua eficácia, tanto no terreno pessoal quanto no social.
Qual seria a solução, então? Voltar ao evangelho de Jesus ou parar de tomar táxi?
Realmente estamos vivendo tempos difíceis para realizar-mos a verdadeira missão que Jesus designou a cada um de seus servos, que é a de pregar o evangelho no poder do Espírito Santo. Hoje em dia estão pregando o evangelho da prosperidade material, e que não tem nada a ver com espiritualidade. A sórdida ganância pelo lucro fácil, pelo fato do ter e não o do ser, está proliferando uma geração de evangélicos capengas e totalmente descompromissados com o Evangelho do Nosso Senhor Jesus Cristo. Os templos estão cheios de pessoas convidadas e convencidas através da mídia, a comparecerer em uma igreja para ir buscar a parte da fortuna material a que tem direito, e a fortuna que vai receber depende do valor em espécie que você pagar para receber essa bênção. No caso de você pagar pouco, vai receber pouco, porém se pagar muito, vai receber 100 vêzes mais do que você pagou! que pouca vergonha ! Minha gente a salvação é de graça, o prêço já foi pago por Cristo na Cruz, e as bênçãos são dadas por Deus a quem merecer recebelas. A maior bênção que nós ja recebemos de Deus, é a certeza da Salvação da nossa alma e a convicção de que estaremos com Cristo no paraíso e na presença do Deus altíssimo, pra que bênção maior que esta ? Que Deus possa ter misericórdia desses vendelhões da palavra de Deus, e que possam chegar ao pleno conhecimento da verdade. Amém ! e Amém !
eu concordo eu achou que o povo anda vendendo jesus, porque els só falam em finança
A verdade é que cada dia que passa estamos nos distanciando dos ensino de Jesus.