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Não gosto do politicamente correto: ele muitas vezes tem um ranço de hipocrisia. Não devo dizer que alguém é negro, mas os próprios negros falam em raça negra, cultura negra etc. Não seria muito mais respeitoso usar o termo habitual, assim como dizemos branco, japonês, alemão, turco, polonês? O politicamente correto em muitos casos, como neste, aumenta a discriminação. Será politicamente incorreto, daqui a pouco, dar uma palmada num menino travesso demais? Sou contra qualquer violência, mas me assombra a tal lei da palmada, ainda esperando aprovação no Senado: considero a tal lei uma excrescência a mais na nossa legislação e na nossa cultura. E é perigosa, numa sociedade que vai ficando denuncista e policialesca, cada vez maiores seus olhões de big brother.

Mil dúvidas me ocorrem. Quem vai avaliar o que é palmada forte, bofetada humilhante no rosto ou aviso carinhoso, leve tapa sobre uma bundinha bem alcochoada de fraldas? Quem vai, sobretudo, denunciar? Penso que haverá filas de acusadores: a vizinha invejosa, a funcionária ofendida, a ex-mulher vingativa, o ex-marido raivoso. Receio que, se aprovada e efetivada, ela não vá ser aplicada, como tantas leis tolas entre nós (e algumas úteis que não deveriam ser ignoradas). Ou, se aplicada, vá desencadear uma onda de confusões, insegurança, injustiças, intromissões indevidas. Aberta a porta para um controle nada democrático, uma ditatorial interferência do estado na vida familiar e nas relações pessoais mais próximas.

Esse o grande perigo, essa a cara feia de tal novidade. Parece que se criou no país até mesmo um “plano nacional de convivência familiar”, no mínimo, bizarro. Para nos ensinar a ser mais gente, seria preciso, em lugar de intervir em nossas casas e se intrometer em nossa vida, dar condições de sermos menos agressivos por ignorantes ou estressados. Isso significa, em lugar de um olho intrometido e humilhante, mais segurança, saúde, moradia, educação – ah, a educação, esse botão que aperto mil vezes ao dia e tanto comento.

Será que os políticos não têm coisa mais importante a fazer além de inventar uma lei tão antidemocrática, antipedagógica e anti-qualquer-bom-senso, como, por exemplo, votar leis que têm a ver com o bem-estar do cidadão comum? Desengavetar e fazer funcionar tantos projetos trancados por incompetência ou desinteresse, exercer a verdadeira política, resgatar tanto dinheiro empregado em outras coisas ou desaparecido em frestas de mesas-de-não-trabalho de muita gente por aí?

Não é uma lei invasiva que vai nos tornar melhores pais, melhores educadores, melhores pessoas. É a cultura, são as condições sociais, econômicas e culturais, é a educação que informa direito, é a construção de nossa identidade pessoal, nossa bagagem de valores, os elementos básicos que os governos nos oferecem para que a gente possa evoluir. Em resumo, é a arquitetura de nós mesmos enquanto povo e indivíduos decentes – incluindo como tratamos, criamos, amamos, educamos quem depende de nós.

Considero um desperdício de energia política essa lei da palmada, quase impossível de aplicar sem que ocorram aberrações, quase impossível de encarar com respeito e seriedade. Além de querermos infantilizar eternamente nossos jovens dando-lhes privilégios como a meia-entrada até quase 30 anos, quando deveriam estar estabelecidos, com família formada, crescendo na profissão, vida em pleno funcionamento, ainda queremos nos meter nas casas, nos quartos, na vida pessoal dos adultos, vigiando-os como se fossem crianças arteiras. Bem mais graves do que uma ocasional palmada (não falo em surra, bofetada, sofrimento físico) são, de parte dos pais, a frieza, a futilidade, o desinteresse, a falta de uma autoridade amorosa, de vigilância e cuidado. A humilhação verbal, a crítica constante, a ironia. A lista é longa. Que o novo ano nos traga um pouco mais de bom-senso e de bom humor, e verdadeiro interesse por coisas que verdadeiramente precisam dele.

Lya Luft é escritora e articulista da revista Veja
Artigo publicado na edição de 04/01/2012
www.veja.com.br

Satanizaram o Natal

De como os evangélicos vão ficando cada vez menos humanos e trabalham sem saber para a desevangelização do Brasil

Satanizaram o Natal.  Me parece até surreal quando vou a igrejas, e a sites evangélicos, e não se faz nem uma referência ao Natal sequer, nem se tem um culto de celebração dia 24, ou 25 parte da tradição cristã há tantos séculos. Às vezes não acredito, me belisco, penso, não, esta doença vai passar, mas que nada, se alastra mais e mais. Mesmo os cristãos que contra a corrente mandam seus cartõezinhos, se sentem no dever de nos exortar contra o comercialismo, contra os presentes, no meio de votos tímidos de felicidade e feliz ano novo. Quando encontro um irmão na rua e desavisadamente comprimento com um animado: “Feliz Natal!” Eles me olham como se estivesse falando uma heresia, ou num ar condescendente explicam que já não estão mais neste mundo e que Cristo nasce todo dia….

Tradições religiosas como o Natal tem o papel de reforçar valores sociais comuns. Enquanto no carnaval e no reveillon, a tradição é subverter valores, se esbaldar, praticar o impraticável durante o resto do ano, por isto são chamados por Roberto Damatta, antropólogo brasileiro de “ritos de inversão”, na festa do Natal principalmente os trabalha para reforçar os valores positivos. Natal é a festa da família, de comer juntos um peru, de decorar a árvore ou o presépio, de cantar hinos, de se presentear os amigos, os familiares, de dar gorjetas maiores, de pensar nos que estão distantes. Nesta época Holywood lança inúmeros filmes sobre pais e filhos, pais desnaturados com valores errados, que de alguma forma perderam a noção do que é importante, e nesta época se encontram com algo que “os converte” novamente à família. Nesta época até os sem religião ficam com os olhos marejados diante de um presépio bem feito, ou dos garotos cantando canções natalinas nas janelas do HSBC em Curitiba.

Boicotar as festas cristãs mais importantes como o Natal e a Páscoa é boicotar-se a si mesmo, perder uma boa oportunidade para falar de Cristo, abraçar pessoas, espalhar fraternidade e carinho numa época em que as pessoas se voltam automaticamente umas para as outras. Nossa vida em sociedade é feita de ritos, tradições e heranças simbólicas. Estes crentes anti-natal, dominados por um zelo místico e sem respaldo bíblico querem renegar todas suas tradições culturais, até as mais inofensivas.

Ritos de reforço são tão necessários quanto ritos de inversão. Não é porque nos convertemos que deixamos de ter cultura. Continuamos a ter necessidade de reforçar socialmente o que acreditamos. Ironicamente a falta do Natal, junto com a demonização de certos símbolos cristãos como a cruz, continuou tendo este mesmo fim social. Se tornaram os “desritos” que reforçam a separação evangélica do mundo. Mas porquê se tornaram necessários artifícios sociais como estes, se a nossa cultura cristã quando puramente bíblica já nos “marca” automaticamente com uma diferença moral, já nos banha como o hissopo da conversão do caráter que tem não tem paralelo a nenhuma outra experiência humana? A mudança de caráter, a conversão de valores é segundo Jesus (Jo17) e deveria continuar sendo a maior marca que torna os cristãos conhecidos não importa a cultura, os ritos que praticam ou deixam de praticar, a freqüência ou não na igreja.

Infelizmente o sincretismo moral tomou conta da igreja. Pregamos nos nossos púlpitos do mesmo jeito que se prega nas palestras de auto-ajuda nos auditórios de hotéis. Você pode, você merece, você tem direito. Estamos debaixo da soberania do eu, da tirania da felicidade egoísta. Se distribuem riquezas, beleza, orgasmos múltiplos, alegrias festivas nos púlpitos, numa supercialidade que nos faz duvidar que Jesus morreu na cruz, mas deve ter acendido aos céus numa almofada cor de rosa.

O Natal vai sim se tornar uma festa cada vez mais pagã. Vai se falar mais em trenós, duendes e renas, neve (mais uma estupidez nossa, europeus dos trópicos) e cada vez menos no nascimento de Jesus, porquê nós não vamos estar presentes no cenário cultural geral para salgar nada. Vamos ignorar a importância da história mais recente, super-valorizando uma origem pagã datada de milhares de anos atrás.

Nosso cristianismo vai se tornar apenas uma experiência mística vazia, ao invés de uma realização do fato mais importante da história da humanidade, o nascimento do criador em forma de homem. Fato constado historicamente, documentado, materialmente fisicamente e culturalmente real num dia específico da história humana. Um dia ele nasceu, não sei se em setembro, novembro ou dezembro, a acuracidade do mês e do dia não importa tanto quanto o evento. Um bebê humano em toda sua fragilidade, chorou ao ser parido por uma mãe humana. Mas nele havia o DNA divino. Nele estava contida toda a plenitude da divindade, numa maneira que nossa mente limitada não alcança entender. Ele era Deus mas não teve por usurpação o ser igual a Deus, mas antes tomou a forma de servo e seguiu até a morte na cruz.

Nascer, viver, morrer e ressucitar de uma maneira divina, no entanto humana foi sua mensagem principal. Eu os amo, amo a ponto de me encarnar, de me limitar à sua humanidade, de me tornar criatura, eu o Criador, e assim ensinar-lhes como viver. E assim marcar a história humana com um AC DC. E assim me tornar o autor da maior transformação que a humanidade já sofreu. Esta história que se repete hoje nas nossas vidas, é verdade que ele “nasce” dentro de nós quando nos convertemos, teve um início.

Só me resta agora lamentar nossa ignorância. Ignorância religiosa, sociológica, cultural. Desprezamos símbolos importantes numa fase em que deveríamos reforçar-lhes o valor. Iludidos por ensinos enganadores, superficiais, que desconsideram tanto a história deixamos de relembrar a humanidade do que ela já sabia, mas está esquecendo.

Só me resta lamentar este evangelicalismo armadilha no qual fomos presos. Não sabemos ser cristãos mais. Tornamos-nos semi-bruxos esotéricos, neo-cristãos-medievais próximos das experiências místicas, mas distantes das verdades históricas profundas. Somos capazes de pregar uma felicidade terrena sem limites, mas incapazes dos sacrifícios morais, incapazes da verdadeira santidade, somos capazes de discriminarmo-nos uns aos outros com base em sutis discrepâncias doutrinárias, no entanto incapazes de amar.

Bráulia Ribeiro
Fonte: www.genizahvirtual.com

Sob o título “A dura vida dos ateus em um Brasil cada vez mais evangélico”, circula na internet um texto da jornalista Eliane Brum sobre a experiência de uma jornalista que se diz ateia embarcando num táxi de um motorista que se diz evangélico.

O resumo é o seguinte: Por que eu aceito a religião dele e ele não aceita o fato de eu ser ateia?

A perplexidade da jornalista é compreensível. Há muito tempo, antes mesmo do advento do famoso livretinho “As 4 leis espirituais” muitos evangélicos tem confundido o testemunhar e semear a Palavra de Deus no poder do Espírito Santo com “catequisar” e tentar convencer quem quer que apareça pela frente com “chavões” e “mantras” gospel totalmente desprovidos de significado e conteúdo verdadeiramente espiritual.

Esse livretinho enfatizava:

1. Deus ama você e tem um plano maravilhoso para sua vida.
2. O homem é pecador e está separado de Deus; por isso não pode conhecer nem experimentar o amor e o plano de Deus para sua vida.
3. Jesus Cristo é a única solução de Deus para o homem pecador. Por meio dele você pode conhecer e experimentar o amor e o plano de Deus para sua vida.
4. Precisamos receber a Jesus Cristo como Salvador e Senhor, por meio de um convite pessoal. Só então poderemos conhecer e experimentar o amor e o plano de Deus para nossa vida.

Simples e prático para um tempo em que se enfatizava conversão e novo nascimento; totalmente inadequado e ultrapassado para um tempo em que se enfatiza o proselitismo religioso, a volta do sacerdotalismo e a venda de indulgências, onde a benção – não a conversão – está vinculada à figura do sacerdote e ao inevitável compromisso financeiro, sem o qual ela não acontecerá.

O fato é que “o Brasil cada vez mais evangélico” sofre de uma doença altamente contagiosa e sem perspectivas de cura a curto prazo: raríssimas são as conversões a Jesus como fruto de arrependimento pelo pecado (veja o exemplo de Zaqueu), numerosas são as adesões a líderes totalmente descompromissados com a fé realmente evangélica, como resultado desse proselitismo religioso aliado a um marketing agressivo de fazer inveja a muitas empresas multinacionais.

As grandes igrejas neopentecostais não conduzem ao arrependimento e novo nascimento com a consequente manifestação das “boas obras” e “vida piedosa” que fez com que os primeiros cristãos caíssem na “graça do povo”. Pelo contrário, convidam o povo a estar presente em seus grandiosos templos, porque sem a presença física torna-se mais difícil a contribuição financeira, que é o que realmente lhes interessa. O proselitismo religioso é direcionado à venda de bênçãos e a consequente fidelização do “cliente”. Isso é tão claro quanto a cor dos táxis em São Paulo, já que este foi o palco do episódio.

Para aquele que se considera ateu talvez seja até mais fácil “dar de ombros” e desdenhar de alguém que o queira convencer a visitar sua igreja, considerando-o apenas mais um fanático religioso, já para o cristão a equação não é tão simples, pois em tese participa da mesma fé do “proselitista”, que a cada dia vai sendo mais sabotada e desvalorizada, à medida que se afasta da Palavra de Deus, levando as pessoas a questionarem sua eficácia, tanto no terreno pessoal quanto no social.

Qual seria a solução, então? Voltar ao evangelho de Jesus ou parar de tomar táxi?

Então me disse: Não temas, Daniel, porque desde o primeiro dia, em que aplicaste o coração a compreender e a humilhar-te perante o teu Deus, foram ouvidas as tuas palavras; e por causa das tuas palavras é que eu vim.   Mas o príncipe do reino da Pérsia me resistiu por vinte e um dias; porém Miguel, um dos primeiros príncipes, veio para ajudar-me, e eu obtive vitória sobre os reis da Pérsia” – Daniel 10:12-13.

O caótico trânsito de São Paulo já está se refletindo também nos céus da cidade.   O tráfego aéreo de helicópteros está mais lento e demorado, havendo casos em que a viagem, apesar de curta, dura o dobro do tempo.

Já há alguns anos que o helicóptero vem sendo procurado pelos mais abonados como uma alternativa para driblar o trânsito na maior cidade do Brasil, onde concentram-se as maiores e mais importantes transações financeiras do país. O Estado de São Paulo tem hoje uma frota estimada em 470 helicópteros e só na capital há 420 aeronaves registradas.

Com o aumento constante no número de veículos nas ruas da cidade, com a conseqüente dificuldade de locomoção, a tendência é que o espaço aéreo fique cada vez mais congestionado, havendo a necessidade de cuidados especiais para garantir a segurança dos passageiros.

Esta notícia nos chama a atenção para um paralelo interessante daquilo que ocorre na esfera espiritual, ou, no dizer do apóstolo Paulo: “nas regiões celestes” (Efésios 6:12).

Quando as coisas não vão bem no plano horizontal, quase que instintivamente seguimos a orientação vertical.   Novamente, a experiência de São Paulo: os altos prédios dominam a paisagem urbana, testemunhando que não há espaço para o crescimento horizontal, é preciso subir.

Quantas vezes, pressionados pelo excesso de atividades, problemas, lutas e desafios esquecemos que temos a opção vertical.   Não temos de lutar sozinhos, tentando resolver tudo na força do nosso braço.

Nas regiões celestes não há congestionamento; a demora, de acordo com a experiência de Daniel, deve-se à luta espiritual, mas a resposta sempre chega; Deus sempre enviará o socorro aos seus filhos, no tempo apropriado.

Quando o trânsito ficar congestinado aqui embaixo, não se esqueça que, como filho de Deus, você tem acesso a um plano mais elevado.

Elevo os olhos para os montes: de onde me virá o socorro?   O meu socorro vem do Senhor, que fez o céu e a terra” –Sal. 121:1-2

Todas as profissões têm sua visão do que é felicidade.

Já li um economista defini-la como ganhar 20.000 dólares por ano, nem mais nem menos.

Para os monges budistas, felicidade é a busca do desapego.

Autores de livros de auto-ajuda definem felicidade como “estar bem consigo mesmo”, “fazer o que se gosta” ou “ter coragem de sonhar alto”.

O conceito de felicidade que uso em meu dia-a-dia é difícil de explicar num artigo curto.  Eu o aprendi nos livros de Edward De Bono, Mihaly Csikszentmihalyi e de outros nessa linha.

A idéia é mais ou menos esta: todos nós temos desejos, ambições e desafios que podem ser definidos como o mundo que você quer abraçar.

Ser rico, ser famoso, acabar com a miséria do mundo, casar-se com um príncipe encantado, jogar futebol, e assim por diante.

Até aí, tudo bem.

Imagine seus desejos como um balão inflável e que você está dentro dele.

Você sempre poderá ser mais ou menos ambicioso inflando ou desinflando esse balão enorme que será seu mundo possível.

É o mundo que você ainda não sabe dominar.

Agora imagine um outro balão inflável dentro do seu mundo possível, e portanto bem menor, que representa a sua base.

É o mundo que você já domina, que maneja de olhos fechados, graças aos seus conhecimentos, seu QI emocional e sua  experiência.

Felicidade nessa analogia seria a distância entre esses dois balões – o balão que você pretende dominar e o que você domina.

Se a distância entre os dois for excessiva, você ficará frustrado, ansioso, mal-humorado e estressado.

Se a distância for mínima, você ficará tranqüilo, calmo, mas logo entediado e sem espaço para crescer.

Ser feliz é achar a distância certa entre o que se tem e o que se quer ter.

O primeiro passo é definir corretamente o tamanho de seu sonho, o tamanho de sua ambição.

Essa história de que tudo é possível se você somente almejar alto é pura balela.

Todos nós temos limitações e devemos sonhar de acordo com elas.

Querer ser presidente da República é um sonho que você pode almejar quando virar governador ou senador, mas não no início de carreira.

O segundo passo é saber exatamente seu nível de competências, sem arrogância nem enganos, tão comuns entre os intelectuais.

O terceiro é encontrar o ponto de equilíbrio entre esses dois mundos.

Saber administrar a distância entre seus desejos e suas competências é o grande segredo da vida.

Escolha uma distância nem exagerada demais nem tacanha demais.

Se sua ambição não for acompanhada da devida competência, você se frustrará.

Esse é o erro de todos os jovens idealistas que querem mudar o mundo com o que aprenderam no primeiro ano de faculdade.

Curiosamente, à medida que a distância entre seus sonhos e suas competências diminui pelo seu próprio sucesso, surge frustração, e não felicidade.

Quantos gerentes depois de promovidos sofrem da famosa “fossa do bem-sucedido”, tão conhecida por administradores de recursos humanos?

Quantos executivos bem-sucedidos são infelizes justamente porque “chegaram lá”?

Pessoas pouco ambiciosas que procuram um emprego garantido logo ficam entediadas, estacionadas, frustradas e não terão a prometida felicidade.

Essa definição explica por que a felicidade é tão efêmera. Ela é um processo, e não um lugar onde finalmente se faz nada.

Fazer nada no paraíso não traz felicidade, apesar de ser o sonho de tantos brasileiros.

Felicidade é uma desconfortável tensão entre suas ambições e competências.

Se você estiver estressado, tente primeiro esvaziar seu balão de ambições para algo mais realista.

Ou então encha mais seu balão de competências estudando, observando e aprendendo com os outros, todos os dias.

Os velhos acham que é um fracasso abrir mão do espaço conquistado.

Por isso, recusam ceder poder ou atribuições e acabam infelizes.

Reduzir suas ambições à medida que você envelhece não é nenhuma derrota pessoal.

Felicidade não é um estado alcançável, um nirvana, mas uma dinâmica contínua.

É chegar lá, e não estar lá como muitos erroneamente pensam.

Seja ambicioso dentro dos limites, estude e observe sempre, amplie seus sonhos quando puder, reduza suas ambições quando as circunstâncias exigirem.

Mantenha sempre uma meta a alcançar em todas as etapas da vida e você será muito feliz.

Stephen Kanitz é administrador por Harvard

www.kanitz.com.br

O passado e o futuro dos evangélicos, se os 7.000 não se levantarem!

Quando no início da década de 90 certos grupos neo-pentecostais começaram a perseguir os centros de umbanda e candomblé nas grandes cidades do país, eu pensei: Este cobertor é curto, vão cobrir a cabeça, vai ter pé de fora…

O que vemos hoje, infelizmente, é o mundo gospel, dito evangélico, engolindo o sapo de boca amarrada, cheio das pedras atiradas aos macumbeiros.

Por traz do imbróglio religioso, o que se vê é um fenômeno de mercado.  A perseguição e o constrangimento fecharam mais de 60% dos estabelecimentos de macumba dos grandes centros. O flanco mais tradicional da igreja católica foi solapado pelo vento do marketing gospel “cool”. A parte mais sincretizada rendeu-se à pajelança “gospel trash”. A resistência se reinventou.

Contudo, os clientes destes tipos de “produto” não evoluíram, ou alteraram seus desejos e valores. Continuam desinteressados em crescimento espiritual, ou em um exercício adulto de sua fé. Seguem com os olhos fechados para a “loucura aos olhos humanos” na raiz do Evangelho Libertador.  São egocêntricos e continuam escravos de seus desejos carnais e materiais.

O marketing “gospel trash” cooptou boa parte da clientela das religiões mágicas existentes no Brasil. Desde a pajelança indígena, certos meandros da idolatria católica, a magia africana, a bruxaria genérica, a “simpatia” colonial e até o ocultismo, seja de raiz européia, seja asiática.

O resultado de Reino de tão festejado avivamento não passa de um nanico arremedo do que o marketing gospel comunica e a massa aderida indica.  Os pastores orientados ao discipulado, com cheiro de ovelha, reconhecem os resultados pífios de conversão verdadeira.  Prosélitos então? Nem isto é bom adjetivo para a maioria. Eu diria aderentes e, com muita bagagem! Bagaceira velha de ritos e crendices trazida de seus templos pagãos.  Maçaroca que o “gospel trash” mastigou, engoliu e, tal qual vaca profana, ruminou toda a mistura. Pastou a maior parte de suas próprias origens pela raiz e, ainda com fome, na falta de santos e relíquias, foi buscar até ritos esquecidos de um judaísmo com templo.   Vaca vagando perdida, agora regurgita tudo na boca de seus adoradores.

A cena “gospel trash” segue vendendo os mesmos benefícios que os seus novos clientes sempre buscaram em outras bandas: a resposta mágica, descompromissada e realizada em um agente externo que os livra do esforço e da culpa relacionados à persecução de seus objetivos egoístas, ou de um encontro verdadeiro consigo mesmo e com seu Criador. Para maioria, isto é
incompreensível, ou é muito tumulto para pouca sardinha.   O que se vê é o Toma-Lá-Dá-Cá de sempre: Da cá minha garrafada, toma seu dinheiro. Opa! Olha ai a minha cura, tome ai o seu ex-voto!

Os clientes foram conquistados, mas como descobriu Rubião, personagem de Machado de Assis: Ao vencedor, as batatas. E que batatas! A vileza bem composta do mundo traçou o destino do pobre Rubião Gospel. Herança de riquezas espirituais? Que nada! Para muitas igrejas outrora bíblicas, as batatas conquistadas, travestidas de piedosas, levaram para seu meio a mesma nojeira de que sempre se alimentaram. Contaminaram o levedo de nosso pão!

As moscas viventes em sua podridão defecaram nos púlpitos. Contaminaram muitos pastores, mas para a felicidade geral da nação, começam a bater asas de volta à sua imundícia, no rastro de suas batatas podres.

Debandaram as “batatas” de volta à “concorrência”? Sim, mas não a mesma de antes. Outra, travestida de gospel. Se preferirem, de “bandeira” trocada, tal qual fazem os hotéis e postos de gasolina. Hoje Esso, amanhã Petrobrás.
Sacaram um dos letreiros do capeta, meteram o do Senhor Jesus.

E quem atende a este consumidor retornado? No mais das vezes, a mesma gente de sempre, devidamente repaginada no “modelito” fashion gospel.  E em outros casos, infelizmente, ex-crentes mais susceptíveis que levaram à casa de Deus as práticas dos adivinhadores, dos embusteiros, dos idolatras e dos bruxos. Não é a primeira vez que isto acontece, não é mesmo?

O forte movimento no mercado religioso dos últimos 30 anos foi como uma descarga puxada. Agora veremos a acomodação. Aos poucos, os clientes e fornecedores enquadrados na estética gospel irão retomar o padrão antigo. Vão mostrar as suas caras. Um já se disse favorável ao aborto. A maioria já adotou a idolatria em todas as suas formas. Esta valendo adorar o líder, a geografia bíblica, objetos de culto do judaísmo com templo, matéria orgânica de todo o tipo, incluindo plantas, óleos e até suor humano.

Só não vale adorar os santos mortos, mas aguardem até o Edir Macedo bater a caçoleta…

Danilo Fernandes

Fonte: www.genizahvirtual.com

É frustrante (pra não dizer irritante) ver gênios da ciência e do pensamento querendo dar respostas para questões que são claramente “irrespondíveis” pela ciência.

Do alto de sua brilhante carreira científica (que sempre admirei), o físico britânico Stephen Hawking parece estar se esquecendo de outra virtude importante para os pensadores: a humildade. O grande Isaac Newton se referia aos “ombros de gigantes” sobre os quais se apoiou para poder ver mais longe e admitiu que somos como crianças diante de um mar de conhecimento.

Mas e Hawking, o que faz diante de perguntas fundamentais que apontam para os limites no natural (portanto, para o sobrenatural)? Tenta engambelar seu público e a si mesmo com palavras vazias como estas, extraídas de seu novo livro O Grande Projeto (E esse título, hein? É pra provocar?): “Cada universo tem muitas histórias possíveis e muitos estados possíveis em instantes posteriores, isto é, em instantes como o presente, muito tempo após sua criação. A maioria desses estados será muito diferente do universo que observamos e será inadequado à existência de qualquer forma de vida. Só pouquíssimos deles permitiriam a existência de criaturas como nós. Assim, nossa presença seleciona desse vasto conjunto somente aqueles universos que sejam compatíveis com nossa existência. Ainda que sejamos desprezíveis e insignificantes na escala cósmica, isso faz de nós, em certo sentido, os senhores da criação.”

Pra começo de conversa, não existem evidências conclusivas da existência de outros universos, o que Hawking e seus seguidores assumem como certo. E se não podemos provar que esses universos paralelos existem, de que vale teorizar sobre eles? A frase “nossa presença seleciona desse vasto conjunto somente aqueles universos que sejam compatíveis com nossa existência” é, para mim, o verdadeiro conto de fadas; é falar ao vento. Note bem: Hawking considera a vida após a morte um conto de fadas, mas se refere a multiversos improváveis e os descreve como se fossem reais! Há muito mais evidências históricas da ressureição de Jesus Cristo (que é a garantia da nossa própria ressurreição) do que desses tais universos. Mas Hawking insiste em negar essas evidências para acreditar em fábulas metafísicas…

“Ainda que sejamos desprezíveis e insignificantes na escala cósmica, isso faz de nós, em certo sentido, os senhores da criação”, diz Hawking. Acho que esse é o ponto. O ser humano, sem Deus, deseja sempre ocupar o trono da existência. Por mais que seja consciente de sua pequenez de habitante de um “pálido ponto azul” num universo incomensurável, quer ser “senhor da criação”. Aqui fazem falta os pensamentos de outro gigante intelectual que dizia entrar em pânico todas as vezes que via a cegueira e a miséria do “homem sem luz, abandonado a si mesmo, perdido neste canto do Universo, sem saber quem aqui o colocou, o que vai fazer e o que acontecerá quando morrer”. Blaise Pascal nasceu em 1628 e teve um encontro com o Criador em 1654, aos 31 anos de idade.

Você já leu Pensamentos, de Pascal? O livro é um verdadeiro alento nesta época de relativismo e “verdades” humanas sem substância. Quando pessoas como Hawking (cujo espirro vira notícia na mídia) me cansam com seu palavrório sem lastro, volto-me para a verdade absoluta da Palavra e para homens e mulheres que edificaram sobre esse firme fundamento. Pascal é um deles. Note por que:

“A encarnação de Jesus mostra ao homem a grandeza de sua miséria pela grandeza do remédio que ele precisa.”

“Hoje o homem se tornou semelhante aos animais, num tal afastamento de Deus que apenas lhe resta uma luz confusa de seu Criador.”

“É perigoso conhecer Deus sem conhecer a própria miséria e conhecer a própria miséria sem conhecer Deus.”

“A negligência dos que passam a vida sem pensar no fim derradeiro da existência irrita-me mais do que me comove e me espanta mais do que me aterroriza.”

“Não tendo conseguido curar a morte, a miséria e a ignorância, os homens procuram não pensar nisso tudo para serem felizes.”

“Entre nós e o inferno ou o céu, há apenas uma vida, assim mesmo extremamente frágil.”

“Todos os que procuram Deus fora de Jesus Cristo caem no ateísmo ou no deísmo, duas coisas que a religião cristã abomina quase de igual forma.”

“O conhecimento de Deus sem o da própria miséria produz orgulho. O conhecimento da própria miséria sem o de Deus produz desespero. O conhecimento de Jesus Cristo gera o meio-termo, pois nEle encontramos Deus e nossa miséria.”

“A religião cristã é sábia e louca. Sábia não só por ser a que mais sabe, mas também por ser a mais fundada em milagres, profecias, etc. Louca, porque não é isso tudo o que faz com que pertençamos a ela. O que nos faz crer é a cruz.”

“É preciso saber duvidar quando necessário, afirmar quando necessário e submeter-se quando necessário. Quem não faz assim não entende a força da razão.”

“Por serem bastante infelizes, devemos mostrar piedade para com os que não querem ou não conseguem crer.”

“Submissão e uso da razão – eis em que consiste o verdadeiro cristianismo. O último passo da razão é reconhecer que existe uma infinidade de coisas que a supera. Se a razão não reconhece isso, ela é fraca. Se as coisas naturais a superam, o que se dirá das sobrenaturais?”

“Se o homem não foi feito para Deus por que só é feliz em Deus? Se o homem é feito para Deus, por que é tão contrário a Deus?”

“Não tenho palavras para qualificar aquele que duvida e não corre atrás da certeza, aquele que, ao mesmo tempo, é sumamente infeliz e injusto, e ainda se sente tranquilo e satisfeito e se vangloria disso tudo.”

“É uma estranha inversão a sensibilidade do homem às pequenas coisas e a insensibilidade dele às grandes coisas.”

Espero e oro para que Stephen Hawking tenha um encontro com o Criador, como aconteceu com Pascal, Newton e tantos outros. Caso contrário, as décadas de “prisão” naquela cadeira de rodas poderão se transformar numa eternidade perdida. E que desperdício seria esse.

Michelson Borges
www.criacionismo.com.br

Foto: Telegraph

Stephen Hawking, o aclamado físico de 69 anos, declarou ontem em entrevista a jornais ingleses que não tem medo da morte. Hoje suas declarações sobre Deus é um dos assuntos mais comentados do Twitter.

Pouco depois de ser diagnosticado com uma enfermidade incurável aos 21 anos, muitos esperavam que o autor do best-seller Uma Breve História do Tempo fosse morrer em pouco tempo. Mas ele disse que, pelo contrário, isso o levou a querer aproveitar mais a vida.

Falando sobre seu livro mais recente, The Grand Design, o professor Hawking explicou o que pensa sobre a morte. Ele rejeitou a ideia de uma vida após a morte e salientou que acredita na necessidade de viver todo nosso potencial aqui na Terra. Para ele, precisamos fazer bom uso de nossa vida agora, pois não há nada depois.

Esse é um contraste das afirmações de Uma Breve História do Tempo, em que ele dizia não duvidar da ajuda da “mão de Deus” no surgimento do universo. Ela agora explica: “Se você quiser, pode chamar as leis da ciência de ‘Deus’, mas não se trata de um Deus pessoal com o qual você pode conhecer e conversar”.

Em Londres para participar de uma convenção científica patrocinada pelo Google, ele falou com a imprensa sobre isso:

Guardian: Qual é o valor em saber “Por que estamos aqui?”
SH: O universo é regido pela ciência. Mas a ciência nos diz que não podemos resolver as equações diretamente no abstrato. Precisamos usar a eficaz teoria darwiniana da seleção natural das sociedades com mais chances de sobreviver. Devemos atribuir a elas um valor maior.

Guardian: Você disse que não há razão para invocar a Deus para iluminar o universo. Toda a nossa existência resume-se ao puro acaso?
SH: A ciência prevê que muitos tipos diferentes do universo são espontaneamente criados a partir do nada. É uma pura questão do acaso que estamos aqui.

Guardian: Mas já que estamos aqui. O que devemos fazer?
SH:Devemos buscar o maior valor possível de nossas ações.

Guardian: Você teve um grande susto com sua saúde e passou algum tempo no hospital em 2009. O que você pensou? Tem medo da morte?
SH: Tenho vivido com a perspectiva de uma morte prematura ao longo dos últimos 49 anos. Não tenho medo da morte, mas também não tenho pressa de morrer. Há muitas coisas que quero fazer antes. Considero o cérebro como um computador que vai parar de trabalhar quando seus componentes falham. Não há um céu nem vida após a morte para computadores quebrados. É só um conto de fadas para as pessoas com medo do escuro.

Guardian: Quais são as coisas que você acha mais bonitas na ciência?
SH: A ciência é bela quando se torna explicações simples de fenômenos ou uma conexão entre diferentes observações. Como exemplo, posso citar a dupla hélice na biologia e as equações fundamentais da Física.

Fonte: www.creio.com.br

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Nota do site www.criacionismo.com.br

É bastante arriscado (e, por que não dizer, leviano) fazer afirmações desse tipo, para as quais não se podem apresentar evidências comprobatórias, mesmo quando quem diz isso é o incensado e quase mítico físico britânico Stephen Hawking.
Como Hawking pode provar que não existe vida após a morte ou que não exista Deus? Para justificar a existência do Universo, ele fala em “sementes” e “flutuação quântica”. De onde teriam vindo essas tais “sementes”?
Mesmo quando alguns cientistas dizem que a matéria pode vir à existência a partir do “nada”, estão se referindo a matéria e antimatéria, portanto, não estão tratando do nada absoluto. O que eles conseguiram fazer foi rasgar o vácuo com um intenso pulso de laser, liberando componentes fundamentais de matéria e antimatéria.

Em 2008, o site Inovação Tecnológica publicou um texto no qual aborda essa ideia de que toda a matéria do Universo teria se originado de flutuações de energia. Igor Sokolov, um dos autores do estudo, disse à revista Science que “agora nós pudemos calcular como, a partir de um único elétron, podem ser produzidas várias centenas de partículas. Acreditamos que isso acontece na natureza, perto de pulsares e estrelas de nêutrons”. Mesmo assim, alguns naturalistas mais empedernidos (como Hawking) ainda acham que se trata de “conto de fadas” ligar o surgimento da matéria e da energia à ideia de um Criador.

Bem, permanece a pergunta: De onde veio esse “único elétron” primordial? Flutuações de energia? Qual a fonte delas?

E mais complicado: Qual a explicação para a organização da matéria?
O Universo não “apenas” existe, ele funciona.
Qual a explicação para o surgimento das leis finamente ajustadas que regem o Cosmos?
E como “surgiram” as constantes sem as quais o tecido da realidade se desintegraria?
Se já é complicado explicar o tudo a partir do nada absoluto, como explicar a ordem a partir do caos?
Curiosamente, no livro Uma Breve História do Tempo, página 28, Hawking diz que “no tempo real, o Universo tem um início” (e todo mundo sabe que o que tem um início precisa de uma causa). Além disso, no livro O Universo Numa Casca de Nós (p. 161), Hawking admite não saber como a vida “se originou” em nosso planeta, mas quer que agora creiamos que ele sabe que não existe vida após a morte…

Acompanho a produção desse cientista brilhante há mais de duas décadas; li os livros dele. Tenho a impressão de que, com o passar do tempo, ele parece cada vez mais amargurado com a religião e a vida, embora queira negar isso. Sei lá… Não sou psicólogo.

Para concluir, quero lembrar que o grande filósofo e matemático Blaise Pascal propôs que há 50% de chances de haver vida após a morte e, naturalmente, 50% de chances de não haver. Vale a pena arriscar tudo quando estão envolvidos percentuais tão grandes?
[MB]

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Nota do PenseNisto

Interessante as declarações feitas por um cientista desse porte:

“Muitos tipos diferentes do universo são espontaneamente criados a partir do nada“.
Como alguma coisa pode ser criada a partir do nada? Como um cientista que trabalha com lógica e evidências pode declarar isso?

“É uma pura questão do acaso que estamos aqui”
Novamente, o que ciência tem a ver com acaso? Jogar toda a responsabilidade desse Universo perfeito e organizado que conhecemos sobre o “Acaso” é simplesmente dar outro nome para um Criador.

“Devemos buscar o maior valor possível de nossas ações”
Se tudo surgiu por acaso, de onde vieram os “valores“? Matéria pode gerar valores? Conceitos podem vir de matéria inanimada?
Se concordarmos que a matéria surgiu do “acaso”, do nada, como surgiram os sentimentos, como por exemplo: amor, raiva, medo, paixão, etc.?

“A ciência é bela quando se torna explicações simples de fenômenos ou uma conexão entre diferentes observações. Como exemplo, posso citar a dupla hélice na biologia e as equações fundamentais da Física
A beleza da ciência está nas suas explicações simples? “dupla hélice na biologia e as equações fundamentais da Física” – simples? Só se for pra ele.
Segundo o modelo proposto por Watson e Crick, a molécula de DNA é constituída por duas cadeias polinucleotídicas dispostas em hélice ao redor de um eixo imaginário, girando para a direita (uma hélice dupla). As duas cadeias polinucleotídicas mantém-se unidas por pontes de hidrogênio, que se estabelecem entre pares de bases específicos: adenina com timina e citosina com guanina. Assim, as duas cadeias que constituem um segmento de DNA, são complementares entre si: onde em uma cadeia existir uma timina, na outra existirá uma adenina, e onde em uma existir uma guanina, na outra existirá uma citosina http://www.biomol.org/historia/propduplahelice.shtml

E se por uma falha do “acaso” umas das hélices girasse em sentido oposto, ou não tivesse aparecido? Simples, não?

Você sabia?

Despertado Jacó do seu sono, disse: Na verdade o Senhor está neste lugar; e eu não sabia. E, temendo, disse: Quão temível é este lugar!  É a casa de Deus, a porta dos céus” – Gênesis 28:16-17.

O conhecimento é sem dúvida um diferencial para todos aqueles que desejam ter sucesso na vida.  Alguém já disse que aquele que não sabe é escravo do que sabe.  Um antigo compositor da música popular brasileira definiu isso muito bem quando cantou: “Quem sabe, faz a hora, não espera acontecer”.  As pessoas de sucesso, que conseguem se destacar em alguma atividade, com certeza têm conhecimento de algo que não está acessível à maioria, ou então, sabem como se utilizar dele de forma adequada.

A quantidade de informações que chegam até nós hoje é muito grande e é importante saber o que deve ser guardado e o que deve ser descartado.

Conseguir o conhecimento certo vai determinar nosso sucesso ou fracasso.  Muitos se empenham em buscar conhecimento e até lutam por ele, outros se acomodam com o conhecimento superficial, geralmente oferecido pronto pela mídia, e não conseguem fazer diferença no mundo que os cerca.

Um exemplo interessante pode ser claramente percebido no fato de que uma grande parcela da população prefere ter um conhecimento inútil da vida de artistas e jogadores de futebol em detrimento de um tipo de conhecimento que os faria ter uma vida melhor, mais equilibrada e mais próspera.   Passam seus dias saindo do nada para chegar a lugar nenhum.

A experiência de Jacó confirma o fato de que há certo tipo de conhecimento que pode não nos fazer muita falta, podemos até desprezá-lo; porém, há um tipo de conhecimento que é fundamental, sem ele corremos o risco de errar o alvo totalmente, caminharmos em direção oposta à vitória: é o conhecimento das verdades eternas, das coisas que não estão relacionadas apenas com os negócios desta vida.

Despertado do seu sono, Jacó se torna protagonista de uma cena que, se estivesse ocorrendo num teatro, poderia tranqüilamente ser chamada de “A ignorância imperdoável em 3 atos”:

  • Não sabia que o Senhor estava naquele lugar
  • Não sabia que aquela era a casa de Deus
  • Não sabia que ali estava a porta do céu

Soube tomar a primogenitura de seu irmão Esaú, mas não tinha consciência da presença de Deus em sua vida.

Quando se conscientizou disso lutou com o anjo de Deus até o romper da manhã, não o deixando ir até receber a sua benção e ter o seu nome mudado para Israel; não mais “aquele que tira vantagem sobre os outros pela astúcia”, mas “o que luta com Deus e prevalece” – Gênesis 32:22-31.

Estamos iniciando hoje nosso período de 40 dias de Jejum e Oração


1º. Dia – Restaurando o relacionamento com Deus através da oração

“Se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar, e orar, e me buscar, e se converter dos seus maus caminhos, então, eu ouvirei dos céus, perdoarei os seus pecados e sararei a sua terra.” – II Crônicas 7:14

Só é ouvido quem se expressa! Mesmo que se manifeste de forma escrita, por gestos, etc.

O perfeito relacionamento com Deus está diretamente ligado à oração, à busca, e quem estabelece esse critério é Ele mesmo.

Relacionamentos vão se deteriorando pelo acúmulo de ruídos na comunicação, pelo desgaste natural do tempo, dos problemas, da comunicação truncada, do falar sem ser ouvido, do ouvir sem a devida atenção, sem processar e colocar em prática aquilo que se ouve.

Nestes dias que seguem você poderá meditar sobre o seu relacionamento com Deus, o que pode ser melhorado e o que deve ser modificado, para que o Senhor o ouça, o perdoe e sare a sua terra (que pode bem ser seu coração).

Você está entrando em um período de 40 dias de jejum e oração. Esses dias devem mudar sua vida daqui pra frente.

Você deseja isso? Então fale com Deus através da oração.

Conquiste as promessas que o Senhor já te deu através da oração.

É tempo de orar e jejuar.

Um espírito excelente

“Então o mesmo Daniel se destacou dos príncipes e presidentes, porque nele havia um espírito excelente; e o rei pensava constituí-lo sobre todo o reino”  – Daniel 6:3

Há nos tempos atuais um espírito agindo claramente em todo o mundo e ele pode ser percebido por todo cristão que tem o Espírito Santo e conhece a Palavra de Deus.  Poderíamos chamá-lo “o espírito da época”. É aquele espírito que domina um país ou uma região num determinado tempo da história.

Esse espírito faz com que as pessoas tenham determinado comportamento ou sigam determinadas filosofias por não terem consciência do que estão fazendo ou por não terem forças para contrariar aquilo que lhes é imposto.  A moda é um exemplo disso: muitos seguem a moda do momento compulsivamente com receio de não serem aceitos pelo grupo ou pela sociedade.  A disseminação do uso das drogas, a liberação da moral sexual, a falta de respeito das crianças pelos mais velhos são também exemplos marcantes de como a sociedade vai se modificando à partir da inspiração demoníaca sobre as pessoas.  O temor de parecer antiquado, intolerante ou politicamente incorreto arrasta as pessoas como se fosse uma enxurrada.  As novelas e os “reality shows” apresentados na TV têm mostrado até que ponto o diabo pode manipular a mente e o sentimento das pessoas.

Quando lemos a história de Daniel ficamos impressionados com a forma como ele se destacava dos costumes e imposições de sua época, que incluía decretos reais, muito mais severos que as nossas leis e costumes:

  • Quando o rei tentou prepará-lo, juntamente com seus companheiros, para assistir no seu palácio “Daniel resolveu firmemente não se contaminar com as finas iguarias do rei…” (1:8).  Superaram a todos em sabedoria e inteligência e passaram a assistir diante do rei.
  • Quando o rei Nabucodonosor mandou chamar os magos, encantadores e feiticeiros para interpretarem o sonho que tivera, quem trouxe a revelação correta foi Daniel (2:25-45).
  • Quando ameaçados pelo mesmo rei de serem lançados na fornalha de fogo por causa da sua fé, os amigos de Daniel (preparados e influenciados por ele) foram ousados diante da sentença: “Ó Nabucodonosor, quanto a isto não necessitamos de te responder.  Se o nosso Deus, a quem servimos, quer livrar-nos, ele nos livrará da fornalha de fogo ardente, e das tuas mãos, ó rei. Se não, fica sabendo, ó rei, que não serviremos a teus deuses, nem adoraremos a imagem de ouro que levantaste” (3:16-18).
  • Quando o rei Belsazar foi julgado por Deus por causa da sua soberba, Daniel foi chamado para interpretar a escritura na parede e decretar o fim do seu reinado, que foi dado a Dario: “Os teus presentes fiquem contigo, ó Rei, e dá os teus prêmios a outrem; todavia te farei saber a interpretação da escritura: Pesado foste na balança e achado em falta” (5:1-31).
  • Quando proibido de exercer sua fé por causa de um decreto real, continuou orando três vezes ao dia e dando graças ao seu Deus, como costumava fazer e foi milagrosamente salvo da cova dos leões: “O meu Deus enviou o seu anjo, e fechou a boca dos leões, para que não me fizessem dano, porque foi achada em mim inocência diante dele…” (6:22).
  • Quando teve a revelação de que a assolação sobre Jerusalém seria longa, se pôs a buscar ao Senhor com oração, súplicas e jejum. (9:1-9).

Por causa da sua postura e da sua fé, Daniel foi usado por Deus para trazer revelações e profecias sobre os reinos da terra.  As visões de Daniel trouxeram revelações sobre os reinos babilônicos, medo-persa, grego e romano, passando pelos nossos dias e se estendendo até o tempo do fim:

“Tu, porém, Daniel, encerra as palavras e sela o livro, até o tempo do fim; muitos correrão de um lado para o outro e a ciência se multiplicará”.  Muitos dos que dormem no pó da terra, ressuscitarão, uns para a vida eterna, e outros para a vergonha eterna. Os que forem sábios, pois, resplandecerão como o fulgor do firmamento; e os que a muitos conduzirem à justiça, como as estrelas sempre e eternamente” (12:2-4).

Apesar das tremendas pressões por que passou, foi impossível para Satanás amoldar Daniel aos costumes do seu tempo, ao espírito da sua época.

Se temos hoje um livro na bíblia com seu nome e conhecemos os nomes de seus companheiros foi porque eles se sobressaíram da multidão; ousaram desafiar o esquema, a corrupção, a moda, a idolatria, a falsa religião, a sabedoria do mundo.

Deus precisa hoje, mais do que nunca, de pessoas que, pelo Espírito Santo, desenvolvam esse mesmo espírito excelente, não se conformem, não se deixem levar pela correnteza, pelo desvario da multidão.

“E não vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, perfeita e agradável vontade de Deus” – Romanos 12:2.

Qual a sua disposição como cristão?   Fazer diferença na sua geração ou ser apenas mais um na multidão?

“Acaso entraste nos tesouros da neve, e viste os tesouros da saraiva” – Jó 38:22

O Natal, em virtude da influência dos países frios, está indiretamente associado à neve. Cartões, árvores, reportagens, filmes, invariavelmente a mostram associada à data.

Matéria publicada no site www.hypescience.com traz uma informação que talvez poucos conheçam, mas que impressiona. Veja abaixo:

“Que a neve é um fenômeno muito bonito ninguém duvida – mas cada partícula que constitui a neve é um espetáculo à parte [A imagem acima foi feita no microscópio]. A simetria dos flocos de neve encanta pesquisadores desde a antiguidade, quando chineses notaram que seus lados eram perfeitamente iguais. Até mesmo famosos cientistas como Johannes Kepler, Descartes e Robert Hooke ficaram impressionados.
Um agricultor americano chamado Wilson Bentley fotografou milhares de flocos em toda a sua vida para tentar provar que eles eram completamente diferentes um dos outros. Atualmente, sabe-se que os flocos de neve são distintos porque seu formato depende da temperatura e da pressão das nuvens. Como eles nunca se formam exatamente no mesmo lugar e caem em momentos diferentes, o histórico deles não é o mesmo, logo sua forma sempre varia. Até hoje não foram encontrados dois flocos de neve exatamente iguais”.

Essa descoberta nos faz meditar sobre a tentativa de excluir Jesus do Natal e, por conseqüência, o Deus criador. Por mais que o homem tente apagar as marcas de Deus da história e fugir da sua presença, registros como esse não deixam dúvidas de que há um ser inteligente que cria e controla todas as coisas, quer sejam vivas, quer sejam inanimadas.

Não há dois seres humanos absolutamente iguais sobre a terra, não há duas impressões digitais que coincidam, não há dois DNAs iguais, não há dois flocos de neve exatamente iguais e não há outro homem semelhante a Jesus: verdadeiro Deus e verdadeiro homem, que abriu mão da sua glória e, depois de morrer pelos nossos pecados, ressuscitou ao terceiro dia.

Se a mídia esconde Jesus no Natal e o substitui por uma lenda de barbas brancas, a neve simples, monótona e aparentemente igual em todos os cantos do mundo fala mais alto e num aparente capricho da natureza nos manda um recado que não pode ser ignorado: Não há acaso que subsista a tanto planejamento, perfeito e inexplicável.

É possível ao homem deixar Deus fora do Natal, mas é impossível impedir que Ele continue falando das formas mais extraordinárias e inesperadas.

Oswaldo Chirov

Ao participar de uma mesa redonda sobre juventude e participação política, fizeram-me a seguinte pergunta: a juventude atual é alienada, descomprometida ou mal informada?

Responder de maneira simplista ou automática pode nos levar a um reducionismo. Precisamos ter em mente aquilo que é “emblemático”, de acordo com a orientação do antropólogo Gilberto Velho, pois o que caracteriza um grupo, aquilo que é seu “emblema”, nem sempre é compartilhado pelo conjunto. Velho argumenta que talvez nem 10% dos jovens dos anos 60 tenham participado do movimento estudantil, assim como nem todo adolescente urbano de hoje frequenta raves ou consome ecstasy.

A socióloga Maria Isabel Mendes de Almeida, que publicou um estudo em que compara a época da contracultura dos anos 60 e a de hoje, diz que o roteiro do jovem de agora está “bem distante de questionamentos políticos ou culturais. Não quer a ruptura, o pai dele já fez isso; quer a continuidade”.

O jornalista e escritor Zuenir Ventura afirma que aquela geração, marcada pelo ano de 1968, “queria tudo a que não tinha direito; a atual tem tudo que precisa, e por isso se apresenta cheia de ambiguidades e paradoxos. [...] Desapegada ideologicamente, essa turma bem de vida e de poder aquisitivo não se interessa pela política, não tem preocupações sociais e não protesta nem contesta, pelo menos não da forma como faziam os seus antepassados quarentões ou sessentões, anárquicos ou rebeldes”.1

Em 2007, no jornal “O Globo”, em caderno especial (e esclarecedor) sobre os jovens nascidos a partir de 1983, a editora Nívia Carvalho explicou que essa é uma turma que “vive conectada e gosta de dar publicidade aos seus atos em redes sociais, fotologs e álbuns na web. São jovens que elegem o bem-estar como valor maior e buscam dinheiro e fama”.

Até que ponto a juventude cristã está sendo influenciada e conformada por essa mesma cosmovisão? Nossas igrejas e movimentos de juventude têm oferecido um modelo opcional ao que é “emblemático” nessa geração?

Ao tomar como marco para os próximos 10 anos da ABUB a tríade “Uma só vida, uma só verdade, um só Senhor”, queremos propor uma agenda de intenções; algo que queremos primeiramente viver, para depois compartilhar com nossa geração. Temos a responsabilidade (e o privilégio!) de expressar, com nossas palavras e nossa vida, uma nova realidade que já se faz presente entre nós, por meio da vida e da obra de Jesus Cristo, o Filho de Deus encarnado. Conscientes de que nosso comprometimento com a singularidade, a supremacia e a suficiência “de um sujeito mortalmente pregado à cruz e inteiramente despregado das prioridades usuais deste mundo é para o observador isento escândalo, insensatez e vergonha”.2

Insensatez, para uma geração ávida pela prosperidade material, porque esse Jesus sustenta que “a vida é sólida e a ganância é rala, e logo não faz sentido adquirirmos o mundo inteiro e ver a vida escorrer, sem consistência, na peneira final”. “Uma só vida” tem algo a ensinar a esta geração?

Escândalo, para uma geração ávida pelo êxito e dependente da competição, porque esse Jesus, por meio da sua doutrina e da sua vida (e morte!), ensina que “o sucesso se obtém no mais inequívoco fracasso e a grandeza na mais abjeta humilhação”. “Uma só verdade” tem algo a apresentar a esta geração?

Vergonha, para uma geração ávida pela satisfação pessoal e pela permissividade, porque Jesus exige humilde submissão, e para participar desta nova realidade a pessoa “tem de pagar o mico de reconhecer-se não melhor que ninguém”. “Um só Senhor” tem algo a esperar desta geração?

• Reinaldo Percinoto Jr., casado com Maria e pai de João Marcos e Daniel, é secretário-geral da ABUB.

Notas
1. Zuenir Ventura. “1968: o que fizemos de nós.” São Paulo: Planeta do Brasil, 2008.
2. Paulo Brabo. “A bacia das almas: confissões de um ex-dependente de igreja.” São Paulo: Mundo Cristão, 2009.

Fonte: www.ultimato.com.br

Movimentos como Igreja Emergente tentam impedir êxodo da juventude

“Como podemos parar o vazamento de petróleo?” pode ter sido a grande pergunta deste verão para a maioria dos norte-americanos. Para muitos pastores e líderes evangélicos, o acidente da BP não é nada quando comparado à ameaça representada por um outro vazamento contínuo, mas de um tipo diferente: jovem saindo das igrejas, para nunca mais voltar.

Sendo um evangélico de 27 anos de idade, entendo a preocupação deles. A maioria das pessoas da minha geração, muitos dos quais cresceram na igreja, estão perdendo o interesse pelo cristianismo que conhecem.

Estatísticas como essa criaram uma espécie de tendência nos últimos anos, enquanto os líderes evangélicos atuais tentam descobrir onde foi que erraram (e por que as grandes igrejas não se esforçaram para continuar atraindo a juventude?).  Ao mesmo tempo, os líderes tentam elaborar um plano para manter os membros mais jovens envolvidos na vida da igreja.

Há um êxodo crescente de jovens das igrejas, especialmente depois que saem de casa e vão morar sozinhos. Em um estudo de 2007, a Lifeway relatou que 70% dos jovens evangélicos adultos (entre 18 e 22) pararam de freqüentar a igreja regularmente.

Cada vez mais, esse “plano” parece ter tomado a forma de uma reformulação total da imagem, e o esforço maior é para repaginar o cristianismo, mostrando que pode ser algo como moderno, relevante e contracultural. O resultado disso foi que, no início dos anos 2000, surgiu algo chamado “igreja emergente” – um tipo de ataque pós-moderno ao movimento da Reforma Protestante. Talvez porque era radical demais na exigência que “devemos repensar tudo”, acabou fracassando rapidamente. Mas o impulso por trás desse movimento – reabilitar a imagem do cristianismo e torná-lo cool – continua existindo.

Existem várias maneiras como as igrejas tentam parecer cool. Para alguns, significa a tentativa de parecer culturalmente engajada. O pastor gosta de citar Stephen Colbert ou fazer referências a Lady Gaga durante o sermão, ou uma igreja fecha um cinema para exibir ao seus membros o filme violento “Onde os Fracos não tem Vez”. Para outros, a ênfase está em ter uma aparência moderna, talvez dando ao pastor uma aparência metrossexual, com jeans apertados e um corte de cabelo de oitenta dólares. Há quem prefira insistir no uso de papel reciclado e apenas fontes Helvetica em todo o material impresso que produz. A opção de outro grupo é realizar um culto em um bar ou numa discoteca, como é o caso da Mosaic, igreja de Los Angeles cujos cultos no centro da cidade ocorrem num espaço que à noite é usado  por um clube noturno conhecido como Club Mayan.

O cristianismo que “deseja parecer cool” também manifesta-se em sua obsessão de estar na vanguarda tecnológica. Igrejas como a Central Christian, de Las Vegas, e a Liquid Church, em New Brunswick, Nova Jersey, por exemplo, fazem cultos on line, onde as pessoas podem ter uma experiência de adoração em um iTemplo “. Muitas outras igrejas estão incentivando a interação com o pastor durante os cultos por SMS, Twitter e iPhone.

Um dos métodos mais populares – e sem dúvida o mais estranho – de fazer o cristianismo parecer legal é transformá-lo em algo chocante. Que melhor maneira de atrair as gerações mais jovens do que forçar a barra e chegar onde nenhum fundamentalista esteve antes?

Sexo é uma tática bastante popular para fazer algo ser chocante. Livros escritos por evangélicos com títulos como “Sex God” (de Rob Bell) e “Real Sexo” (de Lauren Winner) são bons exemplos disso nestes dias. Ao mesmo tempo, muitas igrejas estão encontrando maneiras criativas de usar temas truques de marketing envolvendo sexo para atrair pessoas à igreja.

A igreja Oak Leaf, de Cartersville, Georgia, criou um site chamado yourgreatsexlife.com [suagrandevidasexual.com] para despertar o interesse dos jovens. A igreja Flamingo Road, na Flórida, criou uma espécie de confessionário anônimo online (Ivescrewedup.com) [piseinabola.com], e teve uma série na web chamada Mynakedpastor.com [meupastornu.com], espécie de reality show que deixava a webcam ligada o dia inteiro, mostrando cinco semanas de vida do seu pastor, Troy Gramling. Depois, há Mark Driscoll, da igreja Mars Hill em Seattle – que criou uma série de vídeos online com perguntas e respostas, mostrando partes de cultos onde responde a perguntas de pessoas da igreja, sobre temas como “o sexo oral na Bíblia” e “como dar prazer ao seu esposo.”

Mas será que esses truquezinhos realmente irão trazer os jovens de volta para a igreja? É para isso que as pessoas realmente vêm à igreja?  Talvez sermões sobre sexo e rock louvor com música alternativa ajudem a reunir mais pessoas na porta to templo, e talvez até mesmo gerem novos convertidos. Mas a que tipo de cristianismo eles estão se convertendo?

Em seu livro, “The courage to be protestant” [A Coragem de ser protestante], David Wells escreve: “A igreja convertida e que usa o marketing entendeu que, se não fizesse adaptações culturais sérias e profundas, iria acabar fechando as portas, especialmente por causa  das gerações mais jovens. O que eles não pensaram com cuidado suficiente é que assim eles podem estar fechando as portas com Deus. “A ironia maior”, acrescenta, “é que as gerações mais jovens, menos impressionadas com a tecnologia estrondosa, e que muitas vezes vê o que está além de uma capa colorida e bonita, já são alvos do marketing o suficiente para enjoar dele, estão mais  suscetíveis a se afastar dessas igrejas tão relevantes do que a entrar nelas. ”

Se a liderança cristã evangélica pensa que “o cristianismo cool” é um caminho sustentável para o futuro, estão muito enganados. Como representante de uma geração dos vinte e poucos anos, posso dizer com certeza que quando se trata de igreja, não queremos algo cool, queremos algo verdadeiro.

Se temos interesse no cristianismo, com alguma seriedade, não é porque é algo fácil, está na moda ou é popular. É porque o próprio Jesus é atraente, e que ele diz parece verdadeiro. É porque o mundo em que vivemos é completamente falso, efêmero, narcisista, obcecado pela imagem e encharcado de sexo. Queremos uma alternativa. Não é porque queremos mais do mesmo.

McCracken Brett, no Wall Street Journal
Fonte: Tradução e edição: Jarbas Aragão/Pavablog
Via www.creio.com.br



“A terra que fomos espiar é terra que devora os seus moradores; vimos ali gigantes.  Perto deles nós nos sentíamos como gafanhotos” Números 13:32-33.

O sentimento de inferioridade é um problema que aflige um grande número de pessoas.  Em determinado momento da vida, se não continuamente, elas se sentem incapacitadas para determinadas decisões, trabalhos, relacionamentos, vida espiritual, etc…   É muito comum se compararem com outra pessoa ou irmão e invejarem a sua “privilegiada” condição material, afetiva ou espiritual, não fazendo a menor idéia do que se passa no seu interior, as lutas que ela está enfrentando e o que tem feito para se manter de pé.  Mal sabendo que ela talvez nos olhe com o mesmo sentimento, como se quisesse trocar de lugar conosco.

O texto sobre o relato dos espias nos mostra porque essa distensão ocorre e o segredo do equilíbrio entre a acomodação e o desafio nas diversas áreas de nossa vida:

1. A terra nos foi dada para que tomemos posse dela e não para ser espiada apenas

A ordem de Deus havia sido clara: “Envia homens que espiem a terra de Canaã, que eu hei de dar aos filhos de Israel…” – 13:1-2.

O desacerto vem quando não permitimos que o Espírito Santo trabalhe a terra do nosso coração e começamos a espiar a terra alheia.

Ló errou ao olhar para a campina do Jordão e cobiçar aquela terra pela sua beleza; acabou estendendo suas tendas até Sodoma.

Corremos o risco de transformar o “espiar a terra” numa doutrina para nossas vidas ao invés de obedecermos o princípio de tomar posse.

2. A falha na comunicação sempre foi e continuará sendo um problema

Deus foi claro ao ordenar o envio dos espias, porém, mais clara ainda foi a sua promessa:  “…a terra que eu hei de dar aos filhos de Israel” (v. 2).

Aquilo que começou como uma certeza descambou rapidamente para a incredulidade: “Não podemos subir contra aquele povo, porque é mais forte do que nós” (v. 31).

A palavra perfeita que saiu da boca de Deus foi sendo tão distorcida e modificada pelos ruídos na transmissão humana que terminou por não significar absolutamente nada para o povo assustado com o tamanho dos habitantes da terra.

O homem de Deus precisa estar constantemente interferindo e fazendo com que o povo de Deus volte à palavra original: “Calebe fez o povo se calar e disse: Subamos, porque certamente prevaleceremos” (v. 30).

3. A acomodação pela falsa expectativa precisa ser enfrentada

Podemos nos acomodar pela falta de desafio ou pelo excesso dele.  Se nos deixamos levar pela rotina ou pela falta de perspectivas desanimamos.  Da mesma forma, se sentirmos que somos pequenos demais para fazer frente aos gigantes.

Exagerar no tamanho dos problemas nos torna cada vez menores, e o fato de nos sentirmos pequenos torna nossos problemas cada vez maiores.

4. A solução é ter a visão de Calebe e confiar sempre na Palavra de Deus

“Subamos e possuamos a terra, porque certamente prevaleceremos”

O Senhor desapossará todas estas nações, e possuireis nações maiores e mais poderosas do que vós.  Todo lugar que pisar a planta do vosso pé será vosso.  Ninguém vos poderá resistir; o Senhor vosso Deus porá sobre toda a terra que pisardes o vosso terror e o vosso temor, como já vos tem dito” – Dt 11:23-25.

É crer para ver…

Oswaldo Chirov

O retorno a Babel

A decrescente influência (e tamanho) da igreja tem levado muitos a tentar reembalar a mensagem cristã de um modo mais compreensível e atraente para as audiências contemporâneas.  Abundam igrejas sensíveis aos sedentos por espiritualidade, e o evangelho vem sendo reembalado no idioma da pós-modernidade.

Essas estratégias, no entanto, embora gerem crescimento de igreja em alguns lugares, têm se mostrado, em grande parte, incapazes de criar qualquer transformação significativa.  Isso acontece por duas razões.

Em primeiro lugar, conforme sugerido acima, muitos dos que buscam reevangelizar o ocidente não reconhecem quão profundamente a igreja permanece envolvida dentro das estruturas de poder.

Em segundo lugar, são poucos os estrategistas missionais que têm levado em conta o papel desempenhado pela linguagem.  A crença de que alterar as palavras basta para reembalar a mensagem deve ser reexaminada, especialmente à luz da presente situação.

Poderosas mudanças dentro da cultura ocidental resultaram numa visão de mundo em que as palavras são entendidas como estritamente formais.  As palavras não são mais capazes de reter conteúdo significativo, podendo ser usadas para designar absolutamente qualquer coisa.

A sociedade ocidental experimenta o que vem sendo chamado de a “morte da palavra”: cada vez mais a linguagem só se mostra funcional no domínio do lugar-comum.  Ela é útil para atividades como encomendar comida pronta ou planejar um encontro, mas é cada vez mais vista como inadequada para qualquer coisa além disso.  Essa morte da palavra é exibida em (e perpetuada por) três áreas: na ambivalência do discurso político, no marketing do sagrado e do simbólico e na transição de uma cultura tipográfica para uma cultura visual.

Noam Chomsky, professor de linguística do Instituto de Tecnologia de Massachussets, ganhou notoriedade ao revelar a ambivalência contraditória do discurso de políticos e organizações de mídia norte-americanos. Chomsky demonstra, em cuidadosos estudos caso-a-caso, de que forma atos de agressão e de terror são descritos como “defesa da democracia e dos direitos humanos”.  Dessa forma, os inimigos das corporações americanas são vistos como “terroristas”, “comunistas” ou até mesmo “inimigos da civilização”, enquanto a frase “terrorismo norte-americano” é vista como contradição em termos, algo como um “clamoroso silêncio”.

Nesse domínio da linguagem livre de conteúdo, o atual presidente dos Estados Unidos sente-se à vontade para dizer “só quero que vocês saibam que quando estou falando de guerra, estou na verdade falando de paz”. Declarações como essa seguem relativamente incontestadas, revelando o modo pelo qual os políticos tratam a linguagem e as palavras como formas que podem ser preenchidas com qualquer conteúdo que desejem.

Embora se mostre talvez pouco consciente do grau em que a democracia liberal ocidental está amarrada aos interesses de empreendimentos capitalistas privados, a população em geral tem adotado a postura de que os políticos não são dignos de confiança.  As pessoas podem não ter certeza de em quê têm sido enganadas, mas não têm dúvidas de que os políticos vêm mentindo para elas. Uma linguagem política significativa tem sido perdida numa glutonaria de grandiloquência e na proliferação de termos suntuosos.

O consumismo e as atuais campanhas de marketing têm também ocasionado uma desvalorização da linguagem, especialmente no que diz respeito ao sagrado e ao simbólico. Linguagem religiosa e ideológica tem sido adotada por empreendimentos comerciais.  Nesse contexto, a declaração de Summer Redstone, de que “a MTV está associada às forças da liberdade e da democracia ao redor do mundo”, não atinge o público como particularmente questionável.  De fato, as campanhas de marketing são mais eficazes quando são irracionais, explorando os poderes mágicos e poéticos da linguagem e dos símbolos. O marketing corporativo de diferenciação vende mercadorias que se tornam “uma filosofia de modo de vida”.  Produtos deixam de ser bens e tornam-se conceitos.  A linguagem e os símbolos são aplicados indiscriminadamente: um clube de golfe passa a representar o perdão, uma peça de mobília passa a representar a democracia, e os símbolos e todos os antigos deuses são drenados de suas conotações sérias e sagradas.  A repetição e a aplicação indiscriminada transforma a linguagem em ruídos sem significado.  O consumismo, como o Deus da Bíblia, exige: “não terás outros deuses diante de mim”.

Finalmente, a transição de uma cultura tipográfica para uma cultura visual é expressão do declínio da linguagem, e é em si mesma uma contribuição para a morte da palavra. A forma que uma conversação assume acaba tendo poderosa influência sobre quais ideias podem ser expressas.  A transição de mídia-metáfora de uma cultura tipográfica para uma cultura visual tem reduzido a maior parte da linguagem a completo contra-senso.  Como afirma Neil Postman, “uma imagem pode valer mil palavras, mas mil imagens, especialmente de uma mesma coisa, podem não valer coisa alguma”.  Foi precisamente contra isso que advertiu o conselho Vaticano II.  Antes de adotar a mídia devemos compreender o modo que a mídia impacta e transforma a mensagem.  Uma dependência da imagem destrói o discurso genuíno, porque discurso requer continuidade.  Uma cultura visual e, em especial, uma cultura de consumo, menospreza a continuidade em favor do eterno agora.

Dentro de uma cultura de ambivalência, de consumismo e de imagens, a linguagem tem se tornado cada vez mais o que cada pessoa escolhe que seja.  Numa cultura sem história, sem continuidade, em que palavras são aplicadas indiscriminadamente a uma variedade de contextos, não pode haver conversação genuína. A cultura ocidental fez o trajeto de volta a Babel.

É esse retorno a Babel que aqueles que reembalam a mensagem cristã tem deixado de levar a sério.  Ao tentar apresentar o evangelho de uma maneira que seja compreensível para a cultura a igreja contemporânea corre o risco de repetir os erros cometidos pela igreja na modernidade.  Desde o Iluminismo e da ascensão do estado secular os cristãos vem tentando traduzir o cristianismo em termos que sejam significativos e convincentes para aqueles que não compartilham das crenças particularistas do cristianismo.  Quanto mais sucesso tiveram esses cristãos, no entanto, mais as particularidades e o teológico perderam sua significância. O que começou como uma retirada estratégica logo tornou-se uma derrota. A mudança de linguagem mostrou-se incapaz de manter-se fiel à mensagem original em sua totalidade, pelo que o evangelho acabou sendo inevitavelmente distorcido.

Quando os cristãos contemporâneos tentam apresentar o cristianismo como uma religião de “paz”, “amor” e “direitos humanos universais”, são as definições culturais dessas palavras que acabam sequestrando o sentido particular que o cristianismo tem delas.  O resultado são ideias abstraídas da pessoa concreta de Jesus, gerando uma filosofia que procura existir fora da história. Uma igreja que se propaga falando a língua da cultura é, inevitavelmente, uma igreja cultural e não uma igreja cristã.

Se resta alguma dúvida quanto a isso, bastará examinar o modo como o capitalismo de livre-mercado e as democracias liberais ocidentais têm subvertido os movimentos contemporâneos de contra-cultura.  Vozes de dissensão são rapidamente sequestradas e tornam-se “a grande tendência do momento”, ou são então absorvidas.

Muita gente no ocidente, por exemplo, tende a pensar que as mulheres alcançaram status igualitário em relação aos homens – mas essa crença contradiz as estatísticas de que as violências sexuais e atos de violência contra as mulheres têm, na realidade, aumentado.

O que começa como uma voz radical falando nas margens logo torna-se uma marca e é vendido como a moda mais recente.  Isso é verdade mesmo para os movimentos que se opõem aos próprios fundamentos do capitalismo.  Logo depois do nascimento dos movimentos anticorporativistas o marketing das corporações passou a absorver e usar em seu favor os símbolos e a linguagem da ação anticorporativista.  Sendo assim, o feminismo e “a força da mulher” são alcovitadas pelas indústrias de música e de moda, a GAP coloca pichações de “Revolução!” nas suas vitrines, e a Benetton associa o ato de comprar suas roupas a lutar contra o racismo.  Do mesmo modo, a igreja que procura existir como contra-cultura, mas escolhe falar a linguagem da cultura, é inevitavelmente absorvida e tornada em mercadoria.

Daniel Oudshoorn
Poser or Prophet
via www.baciadasalmas.com

“Melhor é a tristeza do que o riso, porque com a tristeza do rosto se faz melhor o coração” – Eclesiastes 7:3.

É melhor estar triste do que alegre?  Não é bem isso!

No verso anterior Salomão achou preferível estar na casa do luto a estar na casa do banquete. Masoquismo?  Também não!

As figuras usadas pelo homem agraciado por Deus com uma tremenda sabedoria foram usadas para nos fazer refletir sobre os diferentes estados da nossa alma e os frutos que eles produzem.  Há certa sensibilidade e abertura no coração atribulado que não podem ser encontradas no coração alegre apenas pelos prazeres que a vida proporciona.

Preferimos, obviamente, a alegria; sempre.  Mas há alegrias e alegrias.  A própria bíblia faz distinção entre a alegria verdadeira e a estereotipada.  Entre a saudável e a corrosiva.

A cada dia que passa a alegria do homem sem Deus vai ficando mais ácida. Tome-se, como exemplo, os programas humorísticos da televisão.  Não há limites.  Sob o pretexto de se fazer rir, de entretenimento, esticam-se os limites do bom senso, do bom gosto e do respeito e entra-se na casa das pessoas afrontando e destruindo lentamente, semana após semana, ano após ano, todos os valores pessoais, familiares e, principalmente, os valores da fé.

Isso acontece como uma verdadeira bola de neve.  Cada vez há menos censura e a qualidade do humor se deteriora a ponto de ser quase impossível se assistir um quadro humorístico que não descambe para a apelação sexual com grande quantidade de palavrões e expressões que reduzem o ser humano a meros objetos de consumo, praticamente, sem alma e sem dignidade.  A televisão, em particular, conseguiu transformar o pensamento e a conduta de toda uma geração, de uma forma como jamais se poderia imaginar antes do seu advento.

Essa forma de alegria – cujo nome mais apropriado seria deboche ou escárnio – é um tipo de zombaria que se estendeu aos filmes, novelas, comerciais, outdoors, etc…   Tudo está impregnado pelo desprezo a qualquer atitude ou maneira de se conduzir que lembre seriedade e compromisso.  Tudo é permitido e nenhuma responsabilidade deve ser cobrada: a lei se afrouxa, a impunidade prevalece e o que acaba se instalando sorrateiramente é a iniqüidade geral, como temos visto em nosso país.

Os jovens que deveriam ser um foco de esperança, por definição, estão enredados pelas drogas, violência, falta de perspectivas, desrespeito, maternidade precoce e todo tipo de mazelas que estão se tornando incontroláveis a cada dia que passa.

Alguns chegam perto da raiz do problema, mas não conseguem discernir a origem do erro, pois “o véu está posto sobre o coração deles” (I Co 3:15).    Conseguem até enxergar parte do problema, mas por não conhecerem a palavra de Deus, atribuem o problema a causas humanas, sociais, sem distinguir aquele que conduz toda a operação.

Como conseqüência desse bombardeio o amor vai se esfriando em todas as esferas do relacionamento humano e a profecia de Jesus vai tomando forma:  “E, por se multiplicar a iniqüidade, o amor se esfriará de quase todos” – Mateus 24:12.

Aquilo que deveria ser classificado como bom humor, produzindo descontração e alegria, tem se transformado nas últimas décadas em nada mais do que mau amor; pois não bastasse a péssima qualidade, vai se esfriando a cada dia, segundo Jesus.

O alerta, para a Igreja do Senhor Jesus, é ter discernimento e não se conformar com o “esquema”, não se contaminar com o “espírito da época”.  A alegria do cristão tem base sólida, não depende apenas do prazer que a carne pode proporcionar, não termina em desacerto e destruição como a alegria do mundo.  O mundo precisa ver na igreja a verdadeira alegria que vem da paz com Deus e da obediência à sua Palavra.

Oswaldo Chirov

Daniel Oudshoorn

A fim de resgatar a Igreja como polis será necessário resgatar a Igreja como comunidade disciplinada. Este porém tem sido o aspecto da Igreja mais atacado pelo neoliberalismo, pois a igreja local tem se integrado por completo ao mercado de consumo; ao invés de frequentar uma igreja que disciplina nosso desejo e imaginação, é mais provável que frequentemos uma igreja que dá livres rédeas ao desejo que já possuímos. Isso quer dizer que será necessário aprender a nos relacionarmos com a Igreja como comunidade que nos provê das disciplinas de que carecemos a fim de viver o cristianismo.

Como afirma Hauerwas: “Não quero ser ‘aceito’ ou ‘compreendido’. Quero fazer parte de uma comunidade com os hábitos e práticas que me levem a fazer aquilo que de outra forma eu não faria, para aprender a gostar de fazer aquilo que fui forçado a fazer”. Em particular, a igreja deve praticar disciplinas que se contraponham às disciplinas impostas pelo neoliberalismo, a fim de liberar o corpo da repressão imposta pela alma. Isso implica em incitar uma nova reforma – a reforma do desejo e da imaginação.

A igreja deve começar reformando o desejo, e restaurando-o a seu verdadeiro lugar e sua verdadeira finalidade. Isso quer dizer que, enquanto o neoliberalismo disciplina o desejo fundamentando-o em carência e ganância, e alinhando-o a direito adquirido, a Igreja deve libertar o desejo, fundamentando-o em produtividade, paixão e criatividade agradecida.

Em vez de ver o desejo como função de carência, os cristãos devem entender o desejo como força produtiva, como abundante transbordar que traz continuamente novas possibilidades à existência. Ao invés de ver o desejo como forma autocentrada de ganância, os cristãos devem entender o desejo como expressão de uma paixão pelo outro e, em particular, de uma paixão por Deus. A igreja deve ocupar-se não do que é realista, mas do que é imaginável.

Entendido dessas maneiras, ao invés de se manter alinhado a um senso de merecimento, o desejo passa a se alinhar a uma participação grata e criativa no processo de nos apoderarmos do reino de Deus.

Além disso, enquanto o neoliberalismo disciplina a imaginação através de medo e desespero, a Igreja deve libertar a imaginação através de esperança. A imaginação, ao invés de ser utilizada para produzir fantasias que nos distraiam de nosso medo e desespero, pode ser tratada como “pensamento-em-tornar-se”, uma sorte de pensamento que transforma o mundo em vez de prover um escape do mundo. De fato, substituir as doutrinas teológicas do neoliberalismo com as doutrinas teológicas do cristianismo é precisamente a forma de exercício que libera a imaginação a fim de transformar a ordem socio-política e econômica.

Consequentemente, a verdadeira pergunta que a igreja deve fazer quando confrontada com o mundo do neoliberalismo não é “o que é realista, prático ou viável” mas o que é imaginável. Que os cristãos são capazes de imaginar completamente sem restrições fica evidente na esperança fundamentada nas promessas de Deus e na história do engajamento de Deus com o mundo. Como argumenta Moltmann:

A esperança nada mais é do que a expectativa daquelas coisas que a fé crê terem sido genuinamente prometidas por Deus… É por isso que a fé, sempre que se desenvolve em esperança, causa não descanso mas desconforto… Os que esperam em Cristo deixam de ser capazes de suportar a realidade como ela é: começam a sofrer sob ela e a contradizê-la.

Tendo isso em vista os cristãos devem tornar-se “profissionais da esperança”, tendo suas imaginações unicamente disciplinadas pela recordação do que Deus fez e pela lembrança das promessas do que Deus está por fazer.

fonte: Poser or Prophet [via A Bacia das Almas]

Via http://www.pavablog.com

Bráulia Ribeiro

“Deus me mostrou com a tragédia no Haiti que não sou nada. Nossa vida não é nada.”

“A Bíblia diz que isto aconteceria no final dos tempos. Desastres vão ocorrer, pessoas vão morrer aos montes, o mundo se destruirá.”

Ouvi essas frases repetidas vezes nos últimos dias. Infelizmente, elas não geram fé, e sim um desânimo niilista que domina sutilmente nossa cultura cristã.

O niilismo, que é a negação da importância da vida, da moral e do bem, começou na filosofia quando a ideia de Deus como centro da vida foi sendo abandonada. Sem a transcendência de um Deus que nos cria, nos ensina e nos atribui valor, a vida humana se mediocriza, as individualidades se homogeneízam e tudo se nivela no nada. Sem o milagre do “imago Dei”, somos apenas animais racionais, condenados ao sofrimento perplexo.

Incomodo-me quando escuto cristãos falando isto: “Não somos nada — chegamos a essa conclusão depois da tragédia”. Como assim não somos nada? Aquelas centenas de milhares de pessoas enterradas lá não são nada? Zilda Arns não é nada? Aquela esposa encontrada viva depois de seis dias debaixo dos escombros pelo marido incansável não é nada? Sua vida não tem importância, assim como a minha? Se tenho tais pensamentos, eles vieram da minha cosmovisão humanista e aleijada — e não da Bíblia. A Bíblia nos revela um Deus que sofre por uma vida humana, por mais insignificante que nos pareça.

Somos aqueles a quem ele ama. Somos aqueles feitos por ele individualmente, cada um de nós predestinados para o bem, para a vida. Cada vida debaixo dos escombros tem um valor específico e transcendente e, por isso, será insubstituível. Deus conhecia a todos.

E o que dizer do: “Haverá terremotos, o amor se esfriará, haverá guerras”? Sim, está mesmo escrito. A conclusão a que chegamos é que está errada: “Portanto, porque está escrito, eu me acostumo, me adormeço numa passividade fatalista, pensando que ter fé é apenas esperar conformado que as desgraças aconteçam”.

Mais uma vez deixamos de conhecê-lo. Deus não tem dubiedade de intenção. Seu caráter é de luz, sem treva nenhuma. Quando ele nos alerta sobre o que há de vir, não o faz num ímpeto sádico de nos oprimir com a tragédia inexorável, mas como o pai que alerta seu filho do perigo, que o ensina a superar os problemas e as adversidades da vida, que prevê o mal para que se escolha o bem. A profecia nos instrui.

O livro de Apocalipse começa com: “Feliz aquele que lê as palavras desta profecia e felizes aqueles que ouvem e guardam o que nela está escrito” (Ap 1.3). Podemos aprender o que é fé com o jovem haitiano resgatado depois de dois dias pinçado num vergalhão embaixo das ruínas de um prédio de cinco andares: “Minha vida está nas mãos de Jesus. Estou feliz com ele”. O rapaz estava preparado, conhecia o caráter de Deus. Ele não se compraz no mal, mas é capaz de usá-lo para nos fazer o bem.

Haverá guerras e desastres naturais e o pecado vai aumentar; portanto, tenho que agir. Tenho que salgar para que o amor não se esfrie. Estabelecendo-se o niilismo, a ajuda humanitária desaparece. Vou me preparar, farei cursos de primeiros socorros, criarei um fundo de ajuda emergencial, mobilizarei uma equipe especial para responder aos desastres. Reconstruirei casas, restabelecerei a esperança nos corações que sofreram tantas perdas, falarei do amor daquele que nos ama, e não nos considera um nada.

Longe de me conduzir ao desânimo amargo do niilismo, uma leitura correta do Apocalipse me faz ter esperança de dias melhores. Porque eu estou aqui e, enquanto tiver vida, posso mudar as coisas ao meu redor.

• Bráulia Ribeiro trabalhou na Amazônia durante 30 anos. Hoje mora em Kailua-Kona com sua família e está envolvida em projetos internacionais de desenvolvimento na Ásia.

Fonte: Revista Ultimato

O profeta velho

O 13º capítulo do primeiro livro de Reis nos fala de dois profetas, o profeta de Judá e o profeta de Betel. Não se tem o nome deles. O primeiro é chamado várias vezes de “o homem de Deus”. O segundo é chamado três vezes de “o profeta velho”. Eles não se conheciam.

O homem de Deus veio a Betel para repreender a idolatria de Jeroboão. Recebeu ordens expressas de Deus para não comer pão nem beber água naquele lugar. Quando o rei Jeroboão insistiu com ele para ir à sua casa para comer e beber, o homem de Deus respondeu: “Ainda que me desses a metade de tua casa, não iria contigo, nem comeria pão nem beberia água neste lugar” (1.8). Ele rejeitou também o convite do profeta velho para comer e beber em sua casa (13.15-17).

Acontece, porém, que o profeta velho lançou mão de uma mentira e conseguiu levar o homem de Deus à desobediência: “Eu também sou profeta como você, e o Deus Eterno mandou que um anjo me dissesse que levasse você até a minha casa e lhe oferecesse a minha hospitalidade” (13.18, BLH). Assim posto, o homem de Deus voltou e comeu pão e bebeu água naquele lugar, tornando-se desobediente ao Senhor. Estando os dois homens à mesa, a palavra do Senhor veio ao profeta velho e ele disse ao homem de Deus: “O Deus Eterno diz que você desobedeceu e não fez o que Ele mandou… Por causa disso, você será morto, e o seu corpo não será enterrado na sepultura de sua família” (13.22, BLH). Ao voltar para Judá, o homem de Deus foi morto por um leão e enterrado no sepulcro do profeta velho.

A triste história nos dá conta que o homem de Deus foi vítima de uma mentira. Assim como Eva, que preferiu acreditar no “É certo que não morrereis” da serpente (Gn 3.3) e não no “É certo que morrereis” de Deus (Gn 2.17). Por essa razão, a mulher comeu da árvore do bem e do mal e o pecado entrou no mundo (Rm 5.12).

De vez em quando você topa com algum profeta velho ou com uma “profetiza velha” por aí, que podem lhe dizer ter recebido por meios sobrenaturais uma mensagem de Deus para você. É preciso tomar muito cuidado. Se o recado de Deus para você por meio desse profeta contrariar a orientação original do Senhor, não caia nessa cilada.

Deus o abençoe!

Fonte: Revista Ultimato

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